sexta-feira, 31 de março de 2017

[Dica da Malu] A Ilha dos Dissidentes

Sinopse: Ser levada para uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima de guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra. Autora: Bárbara Morais / Editora: Gutenberg / Páginas: 304                                                                                             Comprar: Amazon

Se você acompanha o blog, deve ter visto que no Dia da Mulher eu fiz uma lista com algumas autoras que, na minha opinião, todo mundo deveria conhecer (aqui). Entre as que escolhi, estava a Bárbara Morais. Ao longo do mês, todas as resenhas que publiquei foram de livros escritos por mulheres e, hoje, vou falar sobre o livro que fez com que eu me apaixonasse pela escrita da Bárbara e a incluísse na lista. Então, se você ainda não a conhece e não leu A Ilha dos Dissidentes, precisamos falar sobre esse livro.
Primeiro volume da Trilogia Anômalos, A Ilha dos Dissidentes é uma distopia que reúne alguns elementos já conhecidos de quem gosta do gênero, mas que são utilizados de uma maneira totalmente diferente e combinados com outros inovadores. Confesso que senti muito orgulho de ver uma escritora brasileira desenvolvendo uma história tão diferente e envolvente. Para quem acha que na literatura nacional não há bons livros de fantasia ou distopia, pode começar a rever seus conceitos.
Neste livro, o leitor é apresentado a uma realidade em que, após uma grande guerra, o mundo foi dividido em dois países, a União e o Império do Sol. Assim, acompanhamos a trajetória de Sybil, uma menina órfã que vive em uma zona de guerra entre os dois países, mas finalmente conseguiu autorização para viver em uma região de refugiados, afastada do conflito. Porém, o navio em que estava sendo levada acaba afundando e ela é a única sobrevivente.
Depois de uma série de exames, Sybil é informada que a razão para que ela tenha sobrevivido é que ela é portadora de uma mutação especial que lhe dá uma incrível capacidade relacionada à agua. Assim, ao invés de ser enviada para viver como refugiada, ela passará a viver em uma das cidades destinadas a pessoas como ela, conhecidos como anômalos. A partir daquele momento, a convivência com pessoas consideradas normais deveria ser mínima, porém, ela viveria em uma boa cidade, seria adotada por uma família, frequentaria a escola e teria uma vida relativamente normal.
A adaptação de Sybil à sua nova vida é rápida. Ela passa a viver com uma mãe adotiva, Rubi, seu filho Tomás e seu irmão Dimitri. Além disso, ela rapidamente faz amizades na escola. Graças à sua vizinha Naoki, ela também é apresentada a Brian e Leon. Além disso, acaba se aproximando de Andrei, um menino que era um pouco isolado, mas que acaba se juntando ao novo grupo de Sybil.
Na escola, Sybil tem aulas consideradas normais, mas também tem disciplinas que a ajudarão a desenvolver a sua recém descoberta habilidade especial. O único problema é que Sybil acaba sendo selecionada para participar das aulas de TecEsp, uma misteriosa disciplina oferecida na escola em que ninguém, além dos alunos que participavam, sabiam o que de fato acontecia, mas todos queriam participar. Assim, ela, sem querer, desperta a atenção e a inveja de alguns colegas. No entanto, isso não a atrapalha tanto e Sybil consegue levar a vida normalmente, até descobrir por que tanto mistério em torno dessa disciplina.
O primeiro ponto que preciso destacar sobre esse livro é o quanto o universo criado pela Bárbara Morais é diferente de qualquer outro que eu já tenha lido. Claro que, como em outras distopias, há coisas muito erradas na forma como a sociedade apresentada é organizada. No entanto, isso não fica tão evidente à primeira vista. Os anômalos são separados do resto da sociedade, mas, apesar de sabermos que isso não está certo, não é algo que fica evidente, pois eles levam uma vida normal. Ao contrário de outros livros em que a segregação e a desigualdade social são evidentes, aqui os excluídos vivem em boas condições e têm uma aparente liberdade. Suas cidades são bem construídas e eles têm acesso à boa alimentação, moradia, escolas, etc.
É com o desenvolvimento da história e com pequenos acontecimentos que somos lembrados que aquilo não está certo. O próprio nome pelo qual as pessoas com mutações são chamadas, anômalos, já demonstra que o tratamento que recebem está errado. Eles são forçados a usarem roupas amarelas para serem identificáveis e não interagirem com “pessoas normais”. Além disso, em cidades mais afastadas dos locais onde vivem os anômalos, eles são barrados em alguns estabelecimentos e são frequentemente ofendidos pelas pessoas. Assim, vamos percebendo que, por trás daquela aparente liberdade e normalidade, está escondido um enorme preconceito e segregação. Consequentemente, Bárbara constrói esse universo ficcional de uma maneira que inclui sutilmente diversas críticas sociais. 
Outro aspecto que gostei bastante no livro é a diversidade e a representatividade presente na obra. Apesar de ser um universo totalmente diferente, com personagens que têm habilidades especiais comparadas às dos X-Men, fica evidente a preocupação da autora em trazer diversidade para a história. E o mais interessante é que isso não é feito de uma maneira caricata ou como se ela estivesse cumprindo uma obrigação, como já vi em alguns livros. A diversidade presente em A Ilha dos Dissidentes é real e os personagens são, de fato, representativos. Por mais fantásticos que sejam os poderes deles, é possível perceber o quão humanos eles são e o quanto eles representam a nossa sociedade.
Não podia deixar de destacar aqui também o quanto a escrita da Bárbara é envolvente. Logo nas primeiras páginas eu já estava completamente mergulhada na história, querendo entender como funcionava aquele universo e qual seria o destino da Sybil. Mesmo sendo um livro com muitas descrições, pois está apresentando um mundo completamente novo para o leitor, elas não são excessivas e a leitura é fluida, não perdendo o ritmo em momento algum.  
Por fim, preciso comentar também sobre a edição. A capa é bem chamativa e tem tudo a ver com a história. As páginas são amareladas e a diagramação está excelente, com uma fonte de ótimo tamanho e um bom espaçamento entre as linhas, facilitando muito a leitura.  É uma edição simples, sem muitos detalhes, mas que está muito bem-feita e agradável para ler.
A Ilha dos Dissidentes é, então, um livro que eu recomendo muito para quem gosta de distopia, fantasia e ficção. Para quem duvida da qualidade da literatura nacional, a Bárbara Morais escreveu um universo muito original, mas também rico e cheio de críticas e reflexões sobre a nossa sociedade. Os personagens são complexos e bem construídos, indo muito além de suas impressionantes habilidades mutantes. Fiquei completamente apaixonada por este livro e não vejo a hora de dar continuidade na trilogia.
Ah, e como sempre, quero saber a opinião de vocês sobre esse livro: se pretendem ler ou já leram, o que acharam, se também recomendam a leitura, etc. Então, não deixem de me contar aí nos comentários.

Outras resenhas publicadas em março:
Lágrimas agrestes: Aqui
Três coisas sobre você: Aqui

A Rebelde do Deserto: Aqui

terça-feira, 28 de março de 2017

Séries que eu quero ler

Hoje, ao invés de indicar livros que eu li, vim comentar sobre os que eu planejo ler. Por mais que a gente tente, sempre tem uma listinha de desejados gigante e, quando o assunto é trilogias ou séries, a situação só piora. Por este motivo, eu vim contar para vocês alguns títulos que estão na minha meta de leitura.
Para esse post, selecionei algumas séries que eu tenho muita vontade de conhecer e que, aparentemente, todo mundo já leu. Além disso, dessa vez, escolhi só livros de fantasia, por ser um gênero que quero ler mais esse ano.

As peças infernais – Cassandra Clare
Quem me acompanha aqui no blog já percebeu que eu sou apaixonada pelos livros da Cassandra Clare, desde que li a série “Os Instrumentos Mortais”. Além dessa série, li também “Dama da meia-noite”, que é o primeiro volume da trilogia “Os Artifícios das Trevas”. Em “As Peças Infernais”, Cassandra Clare conta a história dos antepassados dos personagens de Instrumentos Mortais, mostrando como eles se conheceram e esclarecendo alguns mistérios sobre eles. Inclui essa trilogia na lista por ter curiosidade de saber mais sobre esse universo e, também, para segurar um pouco a ansiedade pelo segundo volume de “Artifícios das Trevas” que sai no segundo semestre. Livros: Anjo mecânico, Príncipe Mecânico e Princesa Mecânica.

Clã das freiras assassina – Robin LaFevers
Confesso que quando vi os livros dessa série no catálogo da Plataforma 21, achei o nome muito estranho e não fiquei muito interessa. Porém, depois de ver muitos comentários positivos, fiquei curiosa e fui pesquisar mais sobre ela. Resultado? Mais livros na minha wishlist. Trata-se de uma fantasia medieval ambientada na França do século XV. Nesta história, um convento treina suas noviças para serem assassinas que agem em missões para o Deus da Morte, Saint Mortain, nas quais elas influenciarão a política do país e a guerra pela independência da Bretanha. Livros: Perdão Mortal, Divina Vingança e Amor Letal.

Corte de espinhos e rosas – Sarah J. Maas
Tenho a sensação de que todo mundo já leu essa série, menos eu. Fiquei encantada quando o primeiro livro foi publicado, porque achei a capa maravilhosa. Porém, a sinopse me deixou ainda mais interessada por se tratar de uma releitura de A Bela e Fera. Nesta história, fadas e humanos passaram a coexistir depois de uma guerra ter determinado o futuro de ambas espécies. Porém, quando a humana Feyre mata uma fada zoomórfica que estava transformada em lobo, ela acaba sendo obrigada a viver no território das fadas, sendo prisioneira do senhor da Corte Féerica da Primavera. Lá, ela descobrirá mais sobre esse povo que antes ela só conhecia por lendas e isso fará seus sentimentos mudarem. Porém, uma sombra antiga ameaça as fadas e caberá a Feyre detê-la. Livros (publicados até agora) : Corte de espinhos e rosas, Corte de névoa e fúria.

Coração de tinta
Até recentemente, eu só conhecia o filme “Coração de tinta”. Não sabia que se tratava da adaptação de um livro e muito menos que era uma série. Apesar de não ter gostado tanto do filme, achei a premissa interessante e fiquei curiosa para ler o livro. Nele, personagens saem dos livros para a vida real sempre que Mo lê em voz alta. O problema é que, sempre que isso acontece, algo sai do mundo real para as páginas dos livros. Quando em uma noite Mo lê “Coração de tinta” em voz alta, acaba trazendo para a realidade o vilão Capricórnio, que além de não querer voltar para o livro como ainda pretende trazer alguém ainda mais terrível que ele. Livros: Coração de tinta, Sangue de tinta, Morte de tinta.

Outlander, de Diana Gabadon
Meu interesse em ler esses livros vem, claro, da série que está atualmente disponível na Netflix. Apesar da minha curiosidade ser enorme, eu ainda não assisti nenhum episódio porque sempre prefiro ler os livros antes. [Sim, eu sei que preciso começar a ler urgentemente] Para quem não sabe, nesse livro, ambientado inicialmente no ano de 1945, o leitor conhecerá Claire Randall, uma enfermeira que está viajando com o marido para as Ilhas Britânicas, após o fim da II Guerra Mundial. Dias após visitar um antigo círculo de pedras e presenciar um ritual misterioso, Claire retorna ao local e acaba sendo levada para a Escócia no ano de 1742. Em um país dividido por uma guerra entre clãs, Claire enfrentará muitos perigos e ainda verá seu coração dividido entre a fidelidade ao marido e a atração cada vez maior que sente por Jamie, um guerreiro escocês que ela conhece na sua viagem no tempo. Livros: Outlander - A viajante do tempo, Outlander - A libélula no âmbar, Outlander - O resgate no mar - Parte 1, Outlander - O resgate no mar - Parte 2, Outlander - Os tambores do outono - Parte 1Outlander - Os tambores do outono - Parte 2, Outlander - A cruz do fogo - Parte 1.

Mistborn – Nascidos da bruma, de Brandon Sanderson
Confesso que até pouco tempo atrás eu não conhecia muito sobre essa série. Porém, vi comentários tão positivos que acabei ficando curiosa para conferir. Nesta história, o mundo é governado há mil anos pelo imperador imortal conhecido como Senhor Soberano e as pessoas são divididas entre nobres e skaa, uma classe social inferior. Nenhuma rebelião contra o imperador havia dado certo, mas Kelsier, um ladrão que descobriu recentemente ter poderes de um Nascido da Bruma, uma magia misteriosa e também proibida, planeja descobrir de onde vem o poder do Senhor Soberano para destruí-lo.

          Essas são algumas das séries que eu estou bastante curiosa para conhecer. Porém, as editoras estão sempre lançando novidades e tem vários outros livros na minha meta de leitura. Agora, me contem aí nos comentários se vocês já leram alguma dessas séries e quais também estão na listinha de desejados de vocês.

        E, como sempre, aproveito para lembrar que, se vocês se interessaram por algum desses livros, eu deixo o link de compra da Amazon aqui. Comprando através dele, vocês ajudam o blog sem aumentar o valor da sua compra. 

sábado, 25 de março de 2017

[Dica da Malu] A Rebelde do Deserto

Sinopse: “O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os dijinis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo – é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando um cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir”.
Autora: Alwyn Hamilton / Editora: Seguinte / Páginas: 312
Comprar: Amazon

Sabe qual é o resultado da mistura de fantasia, faroeste, mitologia árabe e uma protagonista feminina incrível? Se você pensou “um livro maravilhoso”, acertou. Estou falando, claro, de A Rebelde do Deserto, da escritora Awyn Hamilton e publicado no Brasil pela Editora Seguinte.
Confesso que a primeira coisa que me chamou a atenção nesse livro foi a capa, que é lindíssima. Mas quando soube que se tratava de uma fantasia ambientada no deserto e que misturava faroeste e mitos árabes, fiquei muito curiosa para ler. Tudo isso associado a muitas críticas positivas me fizeram criar expectativas muito altas em torno do livro. Felizmente, todas elas foram atendidas com folga.
Na trama, conhecemos Amani, uma jovem órfã que mora com os tios em uma pequena cidade chamada Vila da Poeira. Tudo que ela via ali eram as mulheres tendo sua voz sufocada e suas vidas colocadas nas mãos dos homens. Por esse motivo, o sonho dela era partir para a capital, onde sua mãe costumava dizer que elas poderiam ser livres e não teriam seus destinos determinados pelos homens.

“Pela primeira vez o deserto não parecia se estender para sempre. O horizonte acelerava na minha direção.”

Com dezesseis anos, Amani está ainda mais decidida a ir embora. Desde pequena ela treinava para se defender sozinha e se tornou uma excelente atiradora. Agora, era hora de usar suas habilidades. O marido de sua tia acredita que ela deveria se casar e, se não aparecesse nenhum pretendente, ele mesmo pretendia tê-la como esposa. Como na cultura árabe um homem pode ter mais de uma esposa, isso não seria problema.             Mas Amani não tinha a menor intenção de seguir o caminho que haviam traçado para ela. O que ela queria mesmo, era fugir dali o mais rápido possível.
Por este motivo, Amani se disfarça de homem e vai participar de uma competição de tiro ao alvo em uma cidade próxima à sua, pensando em usar o prêmio para fugir de casa. Lá, ela conhece um forasteiro misterioso que parece ter tanto a esconder quanto ela. A noite acaba em uma grande confusão e a menina acaba tendo que retornar para casa. Porém, no dia seguinte, o seu caminho cruza novamente com o do forasteiro e, para sua surpresa, surge a oportunidade que ela tanto queria para fugir dali. O que ela não esperava era que teria companhia, ou que o exército iria atrás deles.
Para começar a falar sobre esse livro, preciso ressaltar como o universo criado pela Alwyn é interessante e muito bem construído. Aliás, posso afirmar com tranquilidade que ele é diferente de tudo que eu já havia lido antes. Ambientado no deserto, o livro tem um clima de faroeste, com competições clandestinas de tiro, perseguições, e forasteiros misteriosos. Há ainda a mitologia árabe, que traz a parte fantástica do livro. A autora trouxe para a trama lendas e mitos árabes que enriqueceram o universo criado por ela e o tornaram ainda mais fascinante.
No começo, ficamos presos à pequena vila onde Amani cresceu e aos seus costumes. Mas, à medida que ela se distância de lá, vemos que aquele universo é muito mais amplo e complicado do que se supunha. A própria protagonista percebe que há muito ali que ela não conhecia ou não entendia completamente. Assim, o leitor vai descobrindo e juntando as peças junto com ela, o que torna a leitura ainda mais interessante e envolvente.
Outro aspecto que destaco é que, por mais fantástico que seja o universo criado, é evidente que a autora está fazendo ali uma crítica à nossa sociedade e ao pensamento que, infelizmente, ainda persiste de que as mulheres estão em uma posição inferior aos homens ou que a nossa opinião não precisa ser levada em consideração. Aliás, o que não falta neste livro são críticas sociais relevantes. Além do machismo, a autora fala sobre intolerância religiosa, conflitos políticos causados pela ideia de que uma cultura deve se sobrepor às demais, preconceito, e desigualdade social.

“As pessoas neste deserto deveriam ter um país que pertencesse a elas, não a um homem. Todos aqui nascem como se alguém ateasse fogo neles quando nascem.”

Com relação aos personagens, gostei muito do modo como eles foram construídos. O foco principal é Amani e o forasteiro, Jin, e toda a trama gira em torno deles. No entanto, isso não significa que os personagens secundários não sejam relevantes ou interessantes o suficiente para fazer o leitor se importar com eles. Ao contrário, vemos em todos eles conflitos e sentimentos que os tornam mais humanos e complexos. Me surpreendi quando cheguei ao final do livro e percebi o quanto estava me importando com aqueles personagens e desejava saber o que aconteceria com eles nos próximos livros.
Mas falando especificamente sobre os dois principais, já vou deixar claro que eu amei os dois. A Amani é uma protagonista que realmente conquista e faz por merecer a admiração do leitor. Ela não está lutando por uma causa ou para transformar aquele país, mas isso não significa que ela aceita tudo calada. Ao contrário, Amani não aceita ficar em uma posição de submissão e deixar que os homens determinem seu destino. Tudo que ela quer é a liberdade para fazer suas próprias escolhas e decidir os rumos da sua vida, e ela luta para conseguir isso com todas as suas forças.
Além disso, por mais que tenha personalidade forte e seja determinada, Amani não apresenta aquela teimosia burra que algumas personagens demonstram. Ela é esperta, mas tenha plena consciência que tem muito naquele mundo que ela não conhece ou não entende completamente, e, por isso, está sempre disposta a aprender e ouvir o que os outros têm a dizer. Ela é humana e falha em muitos momentos, mas está disposta a reconhecer seus erros e tirar lições deles.
Já o Jin é misterioso e, ao mesmo tempo, apaixonante. É evidente desde o começo que ele esconde um grande segredo, mas algo nele fez com que conquistasse minha confiança desde o começo. Ele é inteligente, corajoso e tão determinado com Amani. Além disso, tem um senso de justiça e de honra que chega a ser surpreendente, considerando que ele é um foragido perseguido pelo exército. É um personagem complexo, com sentimentos conflitantes e que vai sendo construído aos poucos, fazendo com que o leitor demore a conseguir entende-lo de fato
Claro que há romance no livro e, desde o começo, o leitor pode sentir que haverá um envolvimento que será mais do que amizade. No entanto, isso não é prejudicial ao livro por dois motivos: o primeiro é que a ligação entre eles é plausível, o leitor consegue realmente entender por que eles se aproximam e ver o sentimento sendo construído aos poucos; o segundo é que, em momento algum, o romance assume o foco da história e nem se torna o objetivo principal dos personagens, ficando totalmente em segundo plano e aparecendo de maneira natural na trama.
Por fim, não posso deixar de comentar como me surpreendi com a escrita da autora. Esse é não apenas o primeiro volume da trilogia, mas é também o romance de estreia da Alwyn Hamilton. E fiquei realmente surpresa ao perceber a habilidade e segurança que ela demonstrou nesse livro. A escrita da autora é muito envolvente e ela soube construir um universo rico e fascinante, com muitos elementos diferentes de outros livros do gênero que eu já li.
Assim, só posso dizer que recomendo A Rebelde do Deserto para todos que amam fantasia ou que procuram algo diferente dentro deste gênero. Sem dúvida, esse livro traz muitos elementos novos que o diferenciam de outros de fantasia. Além disso, é uma leitura envolvente, com personagens carismáticos, um universo rico, muitas críticas sociais, e uma trama dinâmica, cheia de aventura, mistérios e reviravoltas surpreendentes. Sem dúvida, uma das melhores leituras que fiz esse ano e que já entrou para minha lista de favoritos.
Agora quero saber a opinião de vocês aí nos comentários. Se vocês já leram ou pretendem ler esse livro, o que acharam, se também são apaixonados por essa capa... me contem tudo aí. E, para quem se interessou pelo livro, aproveitem o link para compra na Amazon que eu deixei no início do post.


Observação: Apesar de ter amado a capa, ainda não tenho o livro físico e li em e-book. Por isso, não poderei comentar muito sobre a edição. Mas, quando fizer a resenha do segundo, conto o que achei da diagramação, tamanho da fonte, etc. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Tag: Disney em Dobro


Para quem não sabe, na semana passada estreiou nos cinemas a versão live action do clássico “A Bela e a Fera”. Eu ainda não assisti ao filme, mas já estou completamente dominada pelo clima da Dinsey. Por causa disso, eu resolvi responder aqui no blog uma tag incrível que vi no canal da Maidy Larcerda, o Dear Mady. A tag é a “Disney em Dobro” e foi criada por ela, pelo Sgrig e pelo Fogs, do canal 3Dudes.
São oito perguntas super diferentes criadas a partir de filmes dos desenhos clássicos da Disney. Para cada desafio, serão dois livros como resposta. Então, vamos às minhas respostas.

1 – A Bela e a Fera: Dois livros com propostas diferentes, mas que daria certo juntos.
Para essa pergunta, escolhi os livros “O Duque e Eu”, da Julia Quinn, e “A Seleção”, da Kiera Cass. Apesar de se tratarem de um romance histórico e uma distopia, respectivamente, eu acho que esses livros combinariam muito, devido aos seus protagonistas. Tanto a Daphine, de “O Duque e Eu”, quanto a América, de “A Seleção”, são tão teimosas e de personalidade forte, que acho que elas seriam ótimas amigas. Além disso, acho que o Simon e o Príncipe Maxon poderiam se entender bem, afinal, ambos têm traumas do passado muito semelhantes.

2 – Tazan: Dois livros diferentes que se passam no mesmo lugar.
Para mim, foi impossível não pensar logo de cara em dois livros: “A Geografia de Nós Dois”, da Jennifer E. Simth, e “Cidade dos Ossos”, da Cassandra Clare. Apesar de serem dois livros totalmente diferentes, o primeiro é um romance jovem adulto e o segundo é o volume inicial da série de fantasia “Os Instrumentos Mortais”, ambos se passam em Nova York.

3 – Branca de Neve: um livro que teria inveja do outro, porque têm propostas parecidas, mas um é muito melhor do que o outro.
Acho muito difícil comparar dois livros desta maneira, mas acabei escolhendo “A Joia”, da Amy Ewing, e “A Rainha Vermelha”, da Victoria Aveyard. Ambos são distopias, que se passam em uma sociedade dividida e controlada pela nobreza, e contam com protagonistas mulheres que se vêm no meio das intrigas e conspirações dos nobres. No entanto, considero “A Rainha Vermelha” muito superior, com um universo que foi melhor desenvolvido e uma trama muito mais interessante.

4 – A Pequena Sereia: Um livro cauda e um livro perna, que você trocaria um pelo outro.
Apesar de não me arrepender de nenhuma leitura, mesmo as que não gostei, eu com certeza deixaria “Eleanor e Park” para depois e teria lido “Três coisas sobre você” antes. O primeiro foi uma leitura que eu estava com uma expectativa muito alta e quanto li, não era isso tudo. Já o outro, como vocês podem ver na resenha aqui, foi um livro que eu amei e superou todas as minhas expectativas.

5 – Cinderela: Um livro que te fez perder a hora e um livro que, quando bateu a meia-noite, não era o que parecia.
Vários livros me fizeram perder a hora, mas vou citar o que aconteceu isso mais recentemente: “Espada de Vidro”, da Victoria Aveyard. Apesar de muitas pessoas não terem gostado, eu amei esse livro e não conseguia largar para nada. Com certeza, ele me fez perder a noção do tempo. Por outro lado, um livro que eu estava com uma expectativa alta, mas que não era o que eu esperava, foi “O Erro”, da Elle Kennedy. Eu amei quando li “O Acordo”, mas achei a trama do segundo volume muito fraca, apesar de ser uma leitura agradável.

6 – O Rei Leão: dois dos seus livros favoritos, que você quer junto de você para toda vida, igual Timão e Pumba.
Para quem me conhece ou me acompanha há mais tempo aqui no blog, vai saber que a resposta foi bem fácil. Os dois livros que eu escolhi foram, claro, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, representando a série toda, e “Fazendo meu filme”, da Paula Pimenta. São dois livros que marcaram muito a minha adolescência e que eu amo até hoje.

7 – Mulan: um herói ou heroína de um livro que ajudaria a salvar o mundo de outro.
Aqui foi impossível não escolher a Katniss Everdeen, protagonista de Jogos Vorazes. Ela com certeza ajudaria os irmãos Baudelaire, de “Desventuras em Série”. Já consigo até imaginar ela invadindo a casa do Conde Olaf e salvando os três irmãos dos maus tratos que sofriam nas mãos dele.

8 – Moana: dois personagens que você escolheria para te acompanhar se fosse ficar perdido no oceano.
Tem muitos personagens que eu acho que seriam ótimas companhias em situações extremas, porém, nesse caso específico, tentei escolher dois que se sairiam melhor no oceano. Assim, optei pela Sybil, de “A Ilha dos Dissidentes” e o Kilorn de “A Rainha Vermelha”. O motivo pela escolha da Sybil é claro: ela tem uma mutação que lhe conferiu uma incrível capacidade de sobreviver na água, então, com certeza seria uma ótima ajuda. Já o Kilorn, apesar de não ter nenhuma mutação, é pescador e nada muito bem, além de ser divertido e uma boa companhia.

            Essas foram minhas respostas para a Tag Disney em Dobro. Não deixem de ver os vídeos dos criadores originais aqui e aqui, cujas respostas são ótimas e muito criativas. Para quem quiser responder, não deixem de dar os créditos para a Maidy, o Sgrig e o Fogs, e me contar aqui nos comentários quais foram as respostas de vocês.
E, para quem se interessou por algum dos livros citados aqui, pode comprar no site da Amazon: aqui.

sábado, 18 de março de 2017

[Dica da Malu] Três coisas sobre você


Sinopse: Setecentos e trinta e três dias depois da morte da minha mãe, 45 dias após meu pai fugir para se encontrar com uma estranha que ele conheceu na internet, 30 dias depois de a gente se mudar para a Califórnia e apenas sete dias após começar o primeiro ano do ensino médio numa escola nova onde conheço aproximadamente ninguém, chega um e-mail. Deveria ser no mínimo esquisito, uma mensagem anônima aparecer do nada na minha caixa de entrada, assinada com o bizarro nome Alguém Ninguém. Só que nos últimos tempos a minha vida tem estado tão irreconhecível que nada mais parece chocante.      Autora: Julie Buxbaum / Editora: Arqueiro / Páginas: 288                                                   Comprar: Amazon


Sabe aquele livro que quando você termina está com um sorriso bobo no rosto e o coração quentinho de alegria por uma leitura agradável? Pois é, foi exatamente assim que eu fiquei depois de ler “Três coisas sobre você”, da Julie Buxbaum. Eu já estava de olho nesse livro desde que foi lançado pela Editora Arqueiro, no ano passado, mas confesso que não esperava que fosse gostar tanto.
Nesse livro, acompanhamos Jessie, uma adolescente de 16 anos que perdeu a mãe há uns dois anos e viu sua vida mudar totalmente depois que o pai avisou que se casou novamente. Como a nova madrasta de Jessie, Rachel, mora na Califórnia, ela e o pai precisam se mudar para lá. Assim, de uma hora para outra, Jessie teve que sair da casa onde cresceu, da cidade onde viveu a vida toda, mudar de escola, largar a melhor (e única) amiga, e ir morar em uma casa que não reconhece como sua, com uma madrasta que mal conhece e um novo irmão que está tão infeliz com a situação quanto ela.
“Uma das piores coisas com relação à morte é lembrar de todas as perguntas que a gente não fez, de todas as vezes em que, idiotamente, a gente presumiu que teria todo o tempo do mundo. E isso também: como todo aquele tempo parece tempo nenhum.”
Na escola, a vida de Jessie também não é fácil. Theo, o filho do primeiro casamento de Rachel, não faz a mínima questão de ajudar na adaptação da menina e finge não conhecê-la. E, como se não bastasse o desconforto de ser a aluna nova na escola, Jessie ainda desperta a inimizade das meninas populares logo nos seus primeiros dias na escola.
Depois de alguns dias que as aulas começaram, Jessie recebe o e-mail de uma pessoa que se intitula Alguém Ninguém (AN) e que oferece alguns conselhos para facilitar a adaptação dela na escola. No começo, Jessie acha que se tratava de alguma pegadinha. Porém, ela estava tão sozinha, tanto na escola quanto em casa, que acaba aceitando a ajuda de Alguém Ninguém e começa a trocar mensagens com essa pessoa.
No começo do livro, eu estava algumas impressões um pouco negativas. A primeira é que pensei que Jessie seria o estereótipo da adolescente em crise, que está fazendo um drama enorme por algo nem tão relevante assim. A segunda é que AN seria algum maluco que perseguia e vigiava a Jessie. E a terceira é que esse livro seria bonitinho, mas não suficientemente bom para mexer de fato comigo. Resultado: três impressões completamente erradas.
“Os dias perfeitos são para pessoas com sonhos pequenos, possíveis de serem realizados. Ou talvez, para todos nós eles só aconteçam em retrospecto: só são perfeitos agora porque contêm alguma coisa irrevogável e irrecuperavelmente perdida”.
Com relação a AN, quando Jessie começou a trocar e-mails com ele/ela, percebi que se tratava apenas de uma pessoa que reparou o quanto ela estava sozinha, teve empatia pela situação e resolveu ajudar, mas não tinha coragem de fazer isso pessoalmente. Aliás, ao longo do livro começamos a perceber que AN tem os seus próprios problemas, que explicam a relutância dele em falar com a Jessie pessoalmente.
A Jessie também foi uma surpresa para mim. Ela de fato não está nada feliz com as mudanças da vida dela, mas isso não significa que ela fique reclamando o livro todo ou que se torna uma adolescente rebelde e chata. Ao contrário, ela é mais forte do que acha e realmente tenta se adaptar à sua nova vida da melhor maneira possível. Além disso, ela não se esconde e nem se deixa intimidar com a perseguição das patricinhas da escola, demonstrando personalidade. Sem dúvida, a Jessie foi uma boa surpresa desse livro, pois, apesar de ainda demonstrar algumas inseguranças e crises típicas da adolescência, ela é uma personagem forte e muito humana, que desperta a empatia do leitor.
Outro aspecto que gostei é que os personagens secundários são bem construídos e fazem com que o leitor queira saber mais sobre eles. Ninguém é somente aquilo que aparenta a princípio e, aos poucos, vamos enxergando além dos estereótipos de cada um e percebendo os conflitos, os medos e as tristezas que eles carregam.
“Sentir que não pertenço a nenhum lugar me fez ansiar pelo movimento constante; ficar no mesmo local ainda me parece arriscado, como pedir para virar alvo.”
Com o tempo (e os conselhos de AN), Jessie começa a fazer algumas amizades. Ela conhece duas meninas, Dri e Agnes, que acabam se mostrando ótimas amigas e acolhem a Jessie. Além disso, ela se aproxima de Ethan, um rapaz que faz muito sucesso com as meninas da escola, mas parece não ligar para isso, e Liam, o namorado de uma das patricinhas do colégio. Claro que isso traz problemas para ela, porque nenhuma das garotas populares da escola gosta do fato de Jessie se aproximar de dois dos meninos mais cobiçados.
O livro ainda fala muito sobre família e reconstruir a vida depois da perda. Tanto Jessie quanto o pai ainda não superaram a morte da mãe dela. Além disso, a Rachel também era viúva e ainda sentia falta do marido, assim como Theo sofria muito pela perda do pai. Deste modo, temos quatro pessoas muito diferentes, carregando o peso de perdas dolorosas, reunidas na mesma casa e de uma maneira repentina. O relacionamento deles é muito complicado e é difícil para que se reconheçam como família.
Por incrível que pareça, apesar da trama ser tão simples, Julie Buxbaum abordou muitos outros temas neste livro e ainda conseguiu fazer isso sem soar forçado ou falso. Ela fala sobre o luto, o medo, o bullying, diferenças sociais, drogas e a dificuldade para reconstruir a vida. Mas apesar de complexos, esses temas são abordados de uma maneira leve e, ao mesmo tempo, realista e convincente, sem deixar o leitor com a sensação de que só foram colocados ali para dar emoção na história. Por causa disso, o livro acabou sendo muito mais tocante do que eu esperava.
A escrita da autora também é muito boa. A leitura flui muito bem e eu fiquei realmente envolvida desde a primeira página. Além disso, achei que ela soube conduzir bem o mistério de quem é AN. Eu tinha uma desconfiança desde o começo, mas ela abre tantas possibilidades e tantas dúvidas, que não consegui cravar em momento nenhum que com certeza era uma determinada pessoa. O final não chega a ser surpreendente, mas não era o propósito do livro. De qualquer forma, é o desfecho que a trama pedia e confesso que eu amei. Além disso, é perceptível o quanto os personagens amadureceram ao longo da história e que nenhum acontecimento do livro é desnecessário.
Minha única ressalva é essa questão de a protagonista estar o tempo todo conversando com alguém que ela não conhece. No livro, fica claro que era algum colega dela, porque AN comenta fatos que só quem estivesse na mesma escola que ela poderia saber, então acabamos sendo envolvidos pela leitura e essa questão fica um pouco de lado. No entanto, é preciso destacar que, na vida real, não se deve confiar em pessoas que só conhece pela internet.
De um modo geral, foi uma leitura que eu gostei muito mais do que esperava e que terminei totalmente encantada com a escrita da autora e com a história contada. Recomendo muito a leitura para todo mundo, inclusive quem não gosta de livros YA. Para vocês terem uma noção, quando “Três coisas sobre você” foi lançado, a ano passado, a Arqueiro fez uma ação de marketing dizendo que devolveria o dinheiro de quem não gostasse do livro (a promoção valia para exemplares de "Três coisas sobre você" comprados entre 01/06/2016 e 15/07/2016 e que fossem enviados para Arqueiro até 01/08/2016). Isso que é confiança, né? Inclusive, uma das coisas que me convenceu a ler esse livro foi ter visto pessoas que não gostam de romances e de livros YA se apaixonarem por ele. Por isso, para quem quer tentar começar a ler livros jovem adulto, acho que esta é uma ótima opção. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Lançamentos de março

Semana passada, junto com o anúncio da parceria com a Galera Record, eu falei sobre os lançamentos da editora para o mês de março (se você não viu, confira aqui). Hoje eu vim trazer uma lista com alguns outros lançamentos que também chegam às livrarias durante esse mês e que eu quero muito ler.
Se preparem, porque as editoras capricharam nos livros lançados em março e tem muita coisa boa. Para quem organiza uma lista de desejados, saibam que ela está prestes a aumentar.

Rocco

Harry Potter e a Câmara Secreta - Ilustrado (Autora: J. K. Rowling / Páginas: 272)..
Sinopse: “Depois de Harry Potter e a Pedra Filosofal, é a vez de Harry Potter e a Câmara Secreta chegar às prateleiras em edição ilustrada e capa dura. Cenas de tirar o fôlego, momentos tensos da trama e personagens inesquecíveis esperam os leitores nesta edição mágica que traz o texto integral de J. K. Rowling e desenhos do premiado Jim Kay. Com tinta, papel e pixels, o ilustrador britânico cria um mundo encantado como nunca antes visto para acompanhar o segundo ano de Harry Potter na Escola de Magia de Hogwarts.”
Kingmaker #2 - O abandono da fé (Autor: Toby Clements / Páginas: 446).
Sinopse: “Inglaterra, outubro de 1463. O grande massacre na batalha de Towton ocorreu há dois anos, mas a Inglaterra ainda não está em paz. A parte norte do território permanece na mão do rei lancasteriano, enquanto, no sul, os príncipes da casa de York se preparam para a guerra. Em meio a esse cenário, perseguidos pela Igreja e pela Lei, os jovens Thomas e Katherine carregam um segredo que os dois lados matariam para obter. Juntos, eles precisarão das as costas aos seus inimigos e iniciar uma jornada ao poderoso castelo de Bamburgh, para ali se unir a um rei enfraquecido, que incita seu exército a pegar em armas em uma das mais sangrentas guerras civis da história: a Guerra das Rosas.”
Inesquecível (Autora: Jessica Brody / Páginas: 336).
Sinopse: Após um acidente aéreo, uma garota é encontrada ilesa e sem memória em meio aos destroços em pleno oceano Pacífico. Ela não estava na lista de passageiros da aeronave e seu DNA e suas impressões digitais não são reconhecidos em nenhum lugar do mundo. Sua única esperança é um garoto estranho e sedutor que afirma conhecê-la. E que eles eram apaixonados um pelo outro. Mas será que ela pode confiar nele para recuperar seu passado e descobrir quem ela realmente é? Inesquecível é o primeiro volume de uma trilogia romântica com tintas sci-fi. A autora Jessica Brody, que tem outros livros publicados no Brasil, como A amante infiel e Karma Club, constrói uma história de amor apaixonante e repleta de elementos de ficção científica e suspense.

Arqueiro
O sol também é uma estrela (Autora: Nicola Yoon / Páginas: 288).
Sinopse: “Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra em uma rua movimentada de Nova York. Não quando a minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós.
Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade”
Jardins da Lua (Autor: Steven Erikson / Páginas: 608).
Sinopse: “Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto. Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Denabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a jóia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo. Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos os deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável. Em Jardins da Lua, Steven Erikson nos apresenta a um universo complexo de cenários estonteantes e ações vertiginosas que mostram por que está é considerada uma das maiores sagas épicas.”

DarkSide Books
A guerra que mudou a minha vida –
Não vou falar sobre esse livro aqui, porque já fiz um post só sobre ele. Mas, para quem quiser conferir a sinopse e saber do que se trata, deixo o link aqui.
The beauty of darkness (Autora: Mary E. Pearson / Páginas: 576).
Sinopse: “A trilogia Crônicas de Amor e Ódio chega ao fim de maneira arrasadora. A história de Lia inspirou muitos leitores a embarcarem em uma jornada extraordinária repleta de ação, romance, mistérios e autoconhecimento, em um universo deslumbrante criado pela premiada escritora Mary E. Pearson, onde o poder feminino é a força motriz capaz de mudar e fazer toda a diferença no novo mundo em construção. Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como verdadeira guerreira – e líder. Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Rafe, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores deve ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mão dessa determinada e inigualável mulher.”

Intrínseca
Mitologia nórdica (Autor: Neil Gaiman / Páginas: 288)
Sinopse: “Quem além de Neil Gaiman, poderia se tornar cúmplice dos deuses e usar de sua habilidade com as palavras para recontar as histórias dos mitos nórdicos? Fãs e leitores sabem que a mitologia nórdica sempre teve grande influência na obra do autor. Depois de servirem de inspiração para clássicos como Deuses americanos e Sandman, Gaiman agora investiga o universo dos mitos nórdicos. Em Mitologia nórdica, ele vai até a fonte dos mitos para criar sua própria versão, com o inconfundível estilo sagaz e inteligente que permeia toda a sua obra. Fascinado por essa mitologia desde a infância, o autor compôs uma coletânea de quinze contos que começa com a narração da origem do mundo e mostra a relação conturbada entre deuses, gigantes e anões, indo até o Ragnarök, o assustador cenário do apocalipse que vai levar ao fim do mundo. Às vezes intensos e sombrios, outras vezes divertidos e heroicos, os contos retratam tempos longínquos em que os feitos dos deuses eram contados ao redor da fogueira em noites frias e estreladas.
Tudo o que nunca contei (Autora: Celeste Ng / Páginas: 304)
Sinopse: “Na manhã de um dia de primavera de 1977, Lydia Lee não aparece para tomar café. Mais tarde, seu corpo é encontrado em um lago de uma cidade em que ela e sua família sino-americana nunca se adaptaram muito bem. Quem ou o que fez com que Lydia — uma estudante promissora de 16 anos, adorada pelos pais e que com frequência podia ser ouvida conversando alegremente ao telefone — fugisse de casa e se aventurasse em um bote tarde da noite, mesmo tendo pavor de água e sem saber nadar? À medida que a polícia tenta desvendar o caso do desaparecimento, os familiares de Lydia descobrem que mal a conheciam. E a resposta surpreendente também está muito abaixo da superfície.Conforme analisa e expõe os segredos da família Lee — os sonhos que deram lugar às decepções, as inseguranças omitidas, as traições e os arrependimentos —, Celeste Ng desenvolve um romance sobre as diversas formas com que pais, filhos e irmãos podem falhar em compreender uns aos outros e talvez até a si mesmos. Uma uma observação precisa e dolorosa do fardo que as expectativas da família representam e da necessidade de pertencimento. Um romance que explora isolamento, sucesso, questões de raça, gênero, família e identidade e permanece com o leitor bem depois de virada a última página.”
Quem era ela (Autor: JP Delaney / Páginas: 336)
Sinopse: “É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço. Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador. Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

Plataforma21
O beijo do vencedor (Autora: Marie Rukoski / Páginas: 448)
Sinopse: “A guerra começou. Arin está à frente dela com novos aliados e o império como inimigo. Embora tenha convencido a si mesmo de que não ama mais Kestrel, Arin ainda não a esqueceu. Mas também não consegue esquecer como ela se tornou exatamente o tipo de pessoa que ele despreza. Ela se importava mais com o império do que com a vida de pessoas inocentes – e, sem dúvida, menos ainda com ele. Pelo menos é o que Arin pensa. Enquanto isso, no gélido norte, Kestrel é prisioneira em um campo de trabalhos forçados. Ela deseja desesperadamente escapar. Deseja que Arin saiba o que ela sacrificou por ele. E deseja fazer com que o império pague pelo que fizeram a ela. Mas ninguém consegue o que quer apenas desejando. Conforme a guerra se intensifica, Kestrel e Arin descobrem que o mundo como o conheciam já não é mais o mesmo. O oriente está contra o ocidente, e os dois se encontram no meio de tudo isso. Com tanto a perder, é possível alguém realmente ser vencedor? "O beijo do vencedor" é o grande final da Trilogia do Vencedor. Numa narrativa tão empolgante quanto sensível, a difícil paixão entre Kestrel e Arin alcança um novo patamar.”
O mistério dos cavalos alados (Autora: Megan Shepherd / Páginas: 164)
Sinopse: “Existem cavalos alados nos espelhos do Hospital Briar Hill – esses espelhos refletem os elegantes quartos que já pertenceram há uma princesa, mas que agora são o lar de crianças doentes. Somente Emmaline pode enxergá-los. Este é o seu segredo.  Certa manhã, a menina escala o muro dos jardins abandonados do hospital e descobre algo incrível: um cavalo branco com a asa quebrada que deixou o mundo dos espelhos e invadiu a realidade.  Esse cavalo branco – uma égua chamada Lume de Luar – está se escondendo de uma força sombria e sinistra: o Corcel Negro. Para Emmaline mantê-lo longe de sua nova amiga, ela precisa rodear Lume de Luar com tesouros de tons brilhantes. Mas como a menina encontrará cor em um mundo tão cinzento? Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, 'O mistério dos cavalos alados' traz uma prosa que se aproxima do lirismo e, assim como 'O jardim secreto' e 'A princesinha', já pode ser considerado um clássico. Um livro que será amado por muitas gerações.”

Editora Seguinte
A prisão do rei (Autora: Victória Aveyard/ Páginas: 552)
Sinopse: “Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.”
A traidora do trono (Autora: Alwyn Hamilton / Páginas: 496)
Sinopse: "Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam."

Editora Morro Branco
A Inesperada Herança do Inspetor Chopra (Autor: Vasseen Khan / Páginas: 312)
Sinopse: “Que tal mergulhar de cabeça na cultura e nas vibrantes cores da Índia?
No dia da sua aposentadoria, o inspetor Chopra herda dois grandes mistérios. O primeiro é o afogamento de um rapaz, cuja suspeita morte ninguém parece interessado em investigar. E o segundo é um bebê elefante.
Enquanto sua busca por pistas o leva através da movimentada cidade de Mumbai – das ricas mansões ao submundo sombrio das favelas – Chopra começa a suspeitar que pode haver bem mais por trás dos dois mistérios do que ele pensava. E logo, ele descobre que um determinado elefante pode ser exatamente o que um homem honesto precisa...
Primeiro volume da série, “A Insperada Herança do Inspetor Chopra” é um presente para os fãs de Agatha Christie e Sherlock Holmes.”


E aí, quem gostou dos lançamentos do mês de março? Tem mais algum livro lançado esse mês que você quer ler e que não está na lista, me conta aí nos comentários. E, para quem quiser adquirir algum desses títulos, vou deixar o link de compra da Amazon aqui.
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