sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

[Dica da Malu] Sete minutos depois da meia-noite


Sinopse: “Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas de escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00:07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido. O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa frágil e perigosa. O monstro quer a verdade.”
Autor: Patrick Ness / Editora: Novo Conceito / Paginas: 160
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            Difícil dizer o que mais gostei neste livro. A história é bem simples, tanto que demorou um pouquinho para me prender. No entanto, quando comecei a perceber que havia muito mais naquele livro do que um menininho conversando com um monstro, fiquei completamente mergulhada na leitura.
“Sete minutos depois da meia-noite” conta a história de Conor, um menino de 13 anos cuja mãe está passando por um difícil tratamento de contra o câncer. O pai de Conor havia ido embora algum tempo antes, portanto, com a mãe cada dia mais debilitada pela doença, o menino acabou assumindo as responsabilidades de cuidar da casa. Na escola, as coisas eram ainda piores: sem amigos, Conor só era notado por um grupo de meninos que adoravam atormentá-lo.
Como se a situação dele não fosse ruim o suficiente, Conor passou a sofrer todas as noites com o mesmo pesadelo. Era algo terrível, que o fazia acordar apavorado. Para piorar ainda mais, um monstro começa a visita-lo exatamente sete minutos após a meia-noite. Quando Conor cria coragem para perguntar ao Monstro o que ele desejava, este responde que iria contar três histórias e que, depois, seria a vez do menino contar uma: a verdade. E isso era o maior segredo dele.
“Histórias são criaturas selvagens – afirmou o monstro. – Quando você as solta, quem sabe o que podem causar?”
A primeira coisa que destaco neste livro é a complexidade do protagonista. Apesar de tão jovem, Conor demonstra maturidade para enfrentar questões complicadas, principalmente no que se refere à mãe. Em outros momentos, no entanto, ele tem atitudes imaturas e egoístas, que me deixaram com muita raiva. Mas é justamente aí que está a habilidade do autor na construção do personagem. Patrick Ness não caiu no clichê de criar um protagonista perfeito só por se tratar de uma criança. Conor é um personagem muito humano, capaz de errar em muitos momentos, mas demonstrar força e generosidade em outros.
Os personagens secundários são pouco explorados, mas, ao mesmo tempo, são fundamentais para que o leitor compreenda completamente a história. Só é possível perceber quão complexa é a situação de Conor ao entender a relação dele com a mãe, o pai, a avó materna e os colegas de escola.
“- Mas o que é um sonho, Conor O’Malley? – perguntou o monstro, abaixando-se para que seu rosto ficasse próximo ao do menino. – Quem pode dizer que a vida real que não é um sonho?”
No entanto, o meu personagem favorito foi, sem dúvida, o Monstro. É ele quem move de fato a trama. As histórias que ele conta são repletas de significado e reflexões. Cada uma delas me fizeram parar para pensar e me trouxeram importantes lições. Além disso, é nas conversas dele com Conor que residem os momentos mais interessantes do livro.
Homens são monstros complicados, disse o monstro.”  
Com relação à escrita de Patrick Ness, confesso que fiquei impressionada com a leveza e sensibilidade que ele demonstrou na construção da história. Ele evolui de uma trama simples, a princípio, para uma história complexa, reflexiva e cheia de significado. Além disso, o modo como ele fala sobre assuntos difíceis, como perda, medo, bullying e os sentimentos humanos, é tão delicada que a história não se torna pesada.

Deste modo, só posso dizer que, com suas 160 páginas, “Sete minutos depois da meia-noite” conseguiu me envolver, me fazer chorar e, principalmente, refletir muito. Me apaixonei por esta história que, apesar de sua trama simples e quase infantil, é complexa e cheia de significado. Então, não se engane pela sinopse ou pela classificação, pois “Sete minutos depois da meia-noite” é uma obra rica, profunda e emocionante. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

"Eu nunca" Book Tag

A primeira tag que eu vou responder esse ano aqui no blog, não poderia ser qualquer uma né? Por isso, eu escolhi começar com a “Eu Nunca” Book Tag, que assisti no canal Livraria em Casa, do Paulo Ratz. São 10 perguntas muito divertidas que começam com “Eu nunca...”
Claro que eu, indecisa que sou, não consegui citar só um livro por pergunta. Mas o que vale é a intenção e vocês vão perceber, quando verem as perguntas, que era muito difícil escolher. Então, vamos às minhas respostas:


1) Eu nunca li isso – Um livro que você nunca leu, mas que aparentemente todo mundo já.Tem vários livros que eu poderia citar aqui, mas escolhi um que acabou entrando na minha meta de leitura de tanto ouvir elogios: “Corte de Espinhos e Rosas”, da Sarah J. Maas, publicado pela Galera Record. Além desse, resolvi fazer uma menção honrosa a “O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”, que é outro que parece que eu sou a única pessoa que ainda não leu, mas que acabei perdendo um pouco a curiosidade.


2) “Eu nunca li algo tão maravilhoso” – O seu livro favorito.Eu simplesmente odeio esta pergunta. Eu poderia tranquilamente citar uns 15 livros aqui. Sério, é impossível escolher um só. Mas vou resumir para só dois: “A Menina que Roubava Livros”, do Marcus Suzak, e “Persuasão”, da Jane Austen. São livros que, cada um à sua maneira, me cativaram e me trouxeram reflexões. Por este motivo, vocês sempre vão ver eles sendo mencionados aqui no blog, entre os meus favoritos.


3) “Eu nunca imaginei que conseguiria terminar isso” – Um livro ou série que você não curtiu, mas foi até o fim.
Felizmente foram poucos casos que eu realmente arrastei com a leitura, mas tiveram dois exemplos que eu realmente me surpreendi por ter lido tudo. O primeiro foi “Comer, rezar, amar”, que ficou abandonado tanto tempo na minha estante que pensei que nunca terminaria. O outro é a série “Crepúsculo”, da Stephanie Meyer. Me decepcionei muito com o primeiro e gostei menos ainda do segundo. Então, é surpreendente que eu tenha terminado a série; embora, eu faça a ressalva de que gostei de “Eclipse” (o terceiro livro).


4) “Eu nunca vou terminar isso” – Um livro ou uma série que você abandonou.Não tem nenhum livro que eu diga que não pretendo terminar nunca. No entanto, eu preciso confessar aqui que já tentei ler “O Senhor dos Anéis” e desisti na metade do segundo, “As duas torres”. Lá se vão quase 10 anos e eu ainda não retomei a leitura. No entanto, ainda pretendo dar uma segunda chance, afinal, se trata da maior obra do Tolkien e acredito que eu era muito nova quando comecei a ler esses livros.

5) “Eu nunca vou me arrepender de ter lido isso” – Um livro que você leu por recomendação de alguém e acabou gostando.Aqui também preciso citar dois livros, porque não sou capaz de escolher. O primeiro foi uma das minhas leituras favoritas de 2016 (lista completa aqui): “Uma chama entre as cinzas”, da Sabaa Tahir. Eu estava com uma expectativa altíssima para ler esse livro e ele conseguiu ser ainda melhor. E o segundo foi “Sete minutos depois da meia-noite”, do Patrick Ness. Não vou falar muito, pois a resenha sobre ele vai sair em breve aqui no blog, mas, com certeza, nunca vou me arrepender de ter lido.


6) “Eu nunca faria isso” – Um personagem que tomou uma decisão ou fez coisas que você não concorda ou não faria.
Claro que não vou explicar os motivos aqui, para não dar spoiler para quem não leu o livro ainda. Mas eu fiquei com ódio da Priscilla no segundo e terceiro livros de “Minha Vida Fora de Série”, da Paula Pimenta. Sério, nunca senti tanta raiva de uma personagem. Mas, faço uma menção honrosa à Amanda, da trilogia “Sábado à Noite”, da Babi Dewet, que tem uma atitude totalmente errada em um momento decisivo do primeiro livro.
 

7) “Eu nunca quero ter que admitir que li isso” – Um livro que você tem vergonha de ter lido ou de ler em locais públicos.
Sinceramente, não tenho vergonha de nenhum livro que li. Acho que mesmo aqueles que não gostei ou que hoje já não fazem sentido para mim, foram leituras válidas para eu poder formar minha opinião.

8) “Eu nunca li algo tão fofo” – Um livro que tocou seu coração.Mais uma vez, vou responder dois livros. O primeiro é “Fazendo meu filme 4 – Fani em busca do final feliz”, da Paula Pimenta. Eu acompanho essa série desde que o primeiro livro foi lançado, em 2008, e o quarto volume é o final perfeito. O outro é “Em algum lugar nas estrelas”, da Clare Vanderpool. Para mim, ele é a própria definição da fofura, começando pela capa incrivelmente linda. Mas, mais que isso, é um livro que aborda, de maneira sensível, temas como amizade, família, amadurecimento e perdas. Já tem resenha sobre ele aqui no blog, então, não deixem de conferir.

9) “Eu nunca ri tanto” – Um livro que te fez rir alto.
Um livro que me fez gargalhar foi, sem dúvida, “Fiquei com seu número” da Sophie Kinsella. Felizmente, eu não li em público, pois teria passado muita vergonha. Em diversos momentos, eu cheguei a chorar de tanto rir durante a leitura. As situações vividas pela protagonista são hilárias e, por mais absurdas que sejam, acabam envolvendo o leitor na leitura. Esse foi o primeiro livro da Sophie Kinsella que eu li, mas gostei tanto que pretendo ler outros dela em breve.


10) “Eu nunca sobreviveria minha infância sem ter lido esse livro” – Um livro favorito de sua infância.
Claro que aqui eu não poderia citar outros que não fossem “Pollyanna”, da Eleanor H. Porter, e “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, da J. K. Rowling. Eu sempre li muitos e poderia citar outros livros aqui que também foram muito importantes quando eu era criança. Mas esses dois foram, sem dúvida, os livros que eu mais li na minha vida inteira e marcaram muito a minha infância, sendo determinantes para eu me tornar uma leitora.

          
        Essas foram as minhas respostas, mas, agora, quero saber as de vocês. Me contem aí nos comentários o que acharam da tag e quais livros vocês responderiam. E não se esqueçam de ver o vídeo do Livraria em Casa (aqui), que foi de onde eu tirei as perguntas.

Vou aproveitar e deixar os links para compra na Amazon de todos os livros que eu citei na tag:

Corte de espinhos e rosas:http://amzn.to/2k2QluG
O lar da Srta. Peregrine para crianças peculiares: http://amzn.to/2ksiTyo
A menina que roubava livros: http://amzn.to/2je8OQu
Comer, rezar, amar: http://amzn.to/2je7Aor
Crepúsculo: http://amzn.to/2k2JSjc
O Senhor dos Anéis: http://amzn.to/2ksnrVc
Uma chama entre as cinzas: http://amzn.to/2ksiz2v
Sete minutos depois da meia-noite: http://amzn.to/2je9lSt
Minha vida fora de série 1: http://amzn.to/2jpm7Rz 
Minha vida fora de série 2: http://amzn.to/2kskEvg 
Minha vida fora de série 3: http://amzn.to/2je9WUe
Sábado à noite: http://amzn.to/2jpj3Vs
Fazendo meu filme 4 – Fani em busca do final feliz: http://amzn.to/2jeejhZ
Em algum lugar nas estrelas: http://amzn.to/2ksgJyS
Fiquei com seu número: http://amzn.to/2ksUB37
Harry Potter e a Pedra Filosofal:http://amzn.to/2ksiU5g


sábado, 21 de janeiro de 2017

[Dica da Malu] Mentira Perfeita


Sinopse: “Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre... E então o milagre acontece: Berenice se recupera e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente...”
Autora: Carina Rissi / Editora: Verus / Páginas: 461                                          Comprar: Livro - http://amzn.to/2iXRnUk / E-book - http://amzn.to/2jBMq5o
           
            Conheci o trabalho da autora Carina Rissi com o livro “Perdida”, mas foi em “Procura-se um marido” que ela realmente me conquistou (tem resenhas sobre os dois livros aqui e aqui). Poucas vezes ri tanto durante uma leitura e, apesar dos clichês, me envolvi com a história e os personagens. No entanto, o livro da Carina que realmente ganhou meu coração foi “Mentira Perfeita”, o spin-off de “Procura-se um marido”.
            Neste livro, vamos conhecer a Júlia, uma jovem brilhante na sua profissão, que trabalha no setor de TI da L&L Cosméticos e que vive em função do trabalho e da sua tia Berenice, que foi quem a criou. Por sua vez, a tia Berê está cada vez mais preocupada com o fato de Júlia não ter um namorado, temendo deixar a sobrinha sozinha um dia. Quando sua tia fica com a saúde bastante debilitada, devido a um problema no coração, Júlia acaba inventando estar noiva, a fim de deixa-la mais tranquila. O que ela não esperava é que a tia ia se recuperar milagrosamente e gastar todas as suas economias com o suposto casamento dela.
“O que importava agora era manter a minha tia estável e calma. Todo o resto se ajeitaria depois. Uma mentirinha de nada não podia ter consequências tão graves assim”.
            Enquanto tenta lidar com a necessidade de contar a verdade à tia e o medo do impacto que isto terá na saúde dela, Júlia acaba conhecendo Marcus Cassani, um rapaz cínico, irritante e perigosamente bonito, que parece ser a solução para o problema dela. Marcus vive com o irmão, mas sonha com a liberdade e privacidade de morar sozinho. No entanto, isso não será fácil, devido à resistência da família. Depois de um acidente de moto, ocorrido três anos antes, Marcus perdeu os movimentos das pernas e seus pais se recusam a aceitar que ele more sozinho, por medo de que algo possa acontecer a ele. Assim, ele precisaria dividir o apartamento com alguém ou contratar um cuidador.
          Ao saber do problema de Júlia, Marcus acaba sugerindo um acordo que beneficiaria a ambos. Ele fingiria ser o noivo dela, para que ela não precisasse contar a verdade à Tia Berenice. Em contrapartida, Júlia se passaria por cuidadora de Marcus, para que os pais dele concordassem que ele deixasse de morar com o irmão. O acordo parecia perfeitamente lógico, até o coração deles bagunçar tudo.
“Eu tinha que raciocinar. Se permitisse que Júlia se aproximasse demais, estaria perdido. Não dava para baixar a guarda perto dela. [...] Assim que eu me mudasse e meus pais percebessem que não havia perigo em viver por conta própria, o problema estaria resolvido e eu me afastaria dela”.
              A primeira coisa que destaco nesse livro é o modo como a leitura flui rapidamente. Trata-se de uma história leve, divertida e romântica, que prende o leitor desde a primeira página. Claro que não faltam clichês, mas os personagens são tão cativantes e a escrita da Carina é tão envolvente, que não dá vontade de parar de ler.
            Outro destaque são os personagens. A Júlia é determinada, inteligente e muito teimosa, mas não tem como não admirar sua relação com a tia Berê. É um vínculo forte, de amor e gratidão, o que torna as decisões que ela toma visando o bem-estar da tia mais compreensíveis. Já o Marcus eu nem sei por onde começar a explicar o tanto que ele me cativou. Já tinha adorado a participação dele em “Procura-se um marido”, mas fiquei ainda mais encantada ao ler “Mentira Perfeita”. Ele é cínico e mulherengo, mas não dá para negar que também é bem-humorado, inteligente e com uma personalidade forte. Além disso, entendi a necessidade que ele sentia de ser mais independente e mostrar para os pais que poderia se cuidar sozinho, e o admirei por sua determinação.
           Também gostei muito do relacionamento da Júlia e do Marcus. Adorei como antes do romance, surge a amizade e o companheirismo entre eles. O relacionamento que começou como uma situação de conveniência vai evoluindo aos poucos, a medida que eles se conhecem mais e começam a entender melhor um ao outro. É legal acompanhar esse processo de aproximação dos dois, ainda mais por serem personagens muito cativantes, que conquistam a torcida do leitor.
               Outra coisa que gostei bastante nesse livro é que alguns capítulos são narrados pela Júlia e outro pelo Marcus, assim o leitor pode entender a perspectiva de cada um ao longo da história. Aliás, gostei muito que a Carina Rissi deixa clara as diferenças entre os dois narradores. Ela soube construir muito bem o modo de pensar da Júlia e do Marcus, tornando mais fácil para o quem está lendo entender a personalidade deles.
            Mas o que me cativou neste livro foi que, através de Marcus, a autora trouxe algumas reflexões sobre as dificuldades que pessoas cadeirantes enfrentam no dia-a-dia. Apesar de não ser um tema explorado a fundo, o livro mostra algumas situações que infelizmente ainda acontecem no cotidiano dessas pessoas. Falta de ônibus adaptados, lugares públicos que não contam com rampas ou elevadores adaptados, ruas muito estreitas ou com obstáculos para a locomoção da cadeira de rodas, entre outras situações que poderiam ser facilmente evitadas caso as normas de acessibilidade fossem respeitadas.
             Mentira Perfeita é, portanto, um livro leve, romântico, divertido, e surpreendentemente reflexivo, para um chick-lit. Torci pelos personagens e sofri junto com eles ao longo de cada uma das 462 páginas e, confesso, fiquei ansiosa por mais. Não sei se a Carina Rissi tem intenção de escrever mais livros dentro deste universo ficcional, mas fiquei particularmente curiosa para saber mais sobre Nicolas, o primo do Marcus e do Max. De todo modo, estou me tornando cada dia mais fã da Carina, e Mentira Perfeita conseguiu coloca-la entre as minhas autoras favoritas.  É um livro mais do que recomendado para quem procura uma leitura romântica e engraçada, capaz de fazer o leitor rir, chorar e suspirar.


E para quem tem dúvidas, a leitura de “Procura-se um marido” não é obrigatória para compreender os acontecimentos de “Mentira Perfeita”, pois são história independentes. No entanto, recomendo seguir a ordem de publicação para evitar spoilers do desfecho do primeiro. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cinco lançamentos para 2017


Tem coisa que deixa um leitor mais feliz do que continuação de uma série que adora? Se tem, eu não conheço. Então, esse ano já estou com vários motivos para ser feliz. Das séries que estou lendo, só faltou mesmo a continuação de “Uma Chama entre as Cinzas”. Mas ainda tenho esperança que a Editora Verus faça a minha felicidade e publique “A torch against the night” ainda esse ano.
Assim, para quem está montando a lista de leituras para 2017, hoje eu vim indicar cinco continuações que serão publicadas esse ano, no Brasil. Muitos desses ainda não têm uma data oficial de lançamento, mas já estão confirmados para 2017.
Então, se preparem para aumentar a listinha de desejados, porque tem muita coisa boa prevista para esse ano.


The winners kiss – Marie RutkoskiEsse livro será publicado pela Plataforma 21 (em março, se não estou enganada) e é o último volume da trilogia de “A Maldição do Vencedor”. Eu já li o primeiro livro, cuja resenha saiu aqui no blog essa semana. O segundo, chamado o Crime do Vencedor, também já foi publicado pela Plataforma 21 e estou muito curiosa para ler. Para quem ainda não conhece a série, dá tempo de ler  os dois primeiros enquanto espera o lançamento do último livro. 


The king’s cage – Victoria AveyardO aguardado terceiro volume da série A Rainha Vermelha será publicado no Brasil pela Editora Seguinte, simultaneamente ao lançamento nos EUA. Sinceramente, já está difícil aguardar a ansiedade. Eu já falei sobre o primeiro livro aqui no blog e foi uma leitura que me surpreendeu muito (literalmente, porque fiquei em choque com o plot twist no final). Enrolei ao máximo para ler o segundo justamente para não ficar sofrendo com a espera pelo próximo livro. Felizmente, o lançamento está previsto para fevereiro de 2017, então, a espera está acabando e eu já comecei a ler "Espada de Vidro". 


Lord of shadows – Cassandra ClareEste livro é o segundo da trilogia Os Artifícios das Trevas. Sinceramente, eu estou sofrendo de ansiedade desde que li "Dama da meia-noite" (resenha sem spoilers aqui) e não vejo a hora de ler essa continuação. Adoro a escrita da Cassandra Clare, e "Dama da meia-noite" foi, tranquilamente, o melhor livro que já li da autora. Então, dá para imaginar a minha expectativa para "Lord of Shadows", né? Ainda não sei a data exata que a Galera Record vai lançar aqui no Brasil, mas é esse ano e, com certeza, vai ser mais uma edição lindíssima.


The beauty of darkness – Mary E. PearsonEsse livro é o esperado final das Crônicas de Amor e Ódio e será publicado esse semestre pela DarkSide Books. Curiosa e ansiosa que sou, eu já li a edição americana em ebook e, simplesmente, amei. Já falei sobre The Kiss of Deception e The Heart of Betrayal aqui no blog e só posso dizer que este terceiro livro é tão bom quanto os dois primeiros e isso é um elogio enorme. Apesar de já ter lido, estou muito ansiosa pelo lançamento aqui no Brasil, porque a edição da DarkSide é sempre maravilhosa e estou ansiosa para ver como esse livro vai ficar. Além disso, já estou doida para reler o livro, só que agora em português.

Always and forever, Lara Jean – Jenny HanLi “Para todos os garotos que já amei” e “P.S: Ainda amo você” no ano passado e foram dois livros que me conquistaram muito (principalmente o primeiro). Então, é lógico que o terceiro livro da série tinha que estar na minha lista para 2017. Assim como os dois primeiros, a publicação de “Always and forever Lara Jean” será de responsabilidade da Instrínseca e, se não estou enganada, o lançamento dele está previsto para abril desse ano. Alguém mais está ansioso?


Além destes livros que eu citei, tem "Minha Vida Fora de Série - 4ª Temporada" , da Paula Pimenta, que, apesar de estar previsto para 2017, eu não coloquei na lista porque ainda não tem confirmação oficial de que o lançamento será esse ano mesmo. E, tem várias outras continuações que serão publicadas esse ano no Brasil e que eu não coloquei aqui por serem de séries que eu ainda não li. Mas vou fazer uma menção honrosa para dois livros que são continuações de séries que eu tenho muita vontade de conhecer:

v  Traitor to the trone – Alwyn Hamilton: continuação de “A Rebelde do Deserto, será publicada ainda esse semestre pela Editora Seguinte.
v  Court of Wings and Ruin – Sarah J. Maas: é a continuação de “Corte de Espinhos e Rosas” e “Corte de névoa e fúria” e será publicado pela Galera Record no primeiro semestre de 2017.
 Gostaram das indicações? Me contem aí nos comentários quais livros vocês estão esperando ansiosamente para ler em 2017.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

[Dica da Malu] A Maldição do Vencedor

Sinopse: “Kestrel quer ser a dona do próprio destino. Alistar-se no exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valoria, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insite em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida. As origens que afastam Kestrel e Arin são as mesmas que obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas.”
Autora: Marie Rutkoski / Editora: Plataforma 21 / Páginas: 328
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          Passei 2016 quase inteiro enrolando para ler “A Maldição do Vencedor”, da Marie Rutkoski. Ouvi comentários muito divergentes sobre o livro e acabei colocando outras leituras na frente. No entanto, resolvi parar de postergar e descobrir do que se tratava essa história afinal. Terminada a leitura, fiquei me perguntando por que demorei tanto. De fato, como algumas críticas apontaram, não é um livro surpreendente ou inovador, mas é uma leitura agradável, envolvente e que flui muito bem.
            A Maldição do Vencedor é um romance que se passa em um universo fantástico, com dois povos inimigos. Dez anos antes do ponto em que a história se inicia, o exército valoriano havia invadido a península de Herran e escravizado seu povo. Kestrel, a protagonista, é uma jovem de dezessete anos, filha do general valoriano, e que não tem quase nenhum conhecimento de como era aquele lugar antes da invasão.
            O maior desejo do pai de Kestrel é que ela se aliste no exército, algo que ela não tem a menor intenção de fazer. Ela tem plena consciência de suas poucas habilidades para batalha e, apesar de ser uma excelente estrategista, não deseja lutar. Por outro lado, a outra opção que era dada às mulheres, não atraia Kestrel nem um pouco: o casamento. Tudo que ela desejava era ser livre para cuidar da própria vida e se dedicar à música, que é o que ela realmente gosta.
            Um dia, passeando no mercado com sua melhor amiga, Jess, Kestrel acaba indo parar em um leilão de escravos. Em um momento de impulso, ela acaba comprando um escravo, pagando uma verdadeira fortuna por ele. Sem saber bem o que fazer com ele, Kestrel deixa que seu mordomo o coloque para trabalhar como ferreiro. No entanto, com o tempo ela percebe que há muito mais escondido naquele escravo e, à medida que se conhecem melhor, alguns segredos vão sendo revelados.
           Por se tratar de um romance, é claro que, com a convivência, Kestrel e Arin vão se conhecendo melhor e surge admiração e uma certa cumplicidade entre eles. Logo, vai ficando evidente que o sentimento que tinham era muito mais do que apenas amizade. Um amor totalmente proibido, tanto pelas origens de ambos, quanto pelos objetivos que tinham na vida.
            Um dos pontos que me surpreendeu neste livro foi a personalidade da Kestrel. Eu tinha certeza que ela seria uma protagonista mimada e fútil, que não enxerga a dura realidade dos escravos e vive em uma bolha, afastada do que acontece à sua volta. No entanto, apesar de ter sua visão de mundo limitada pela forma como foi criada e pela própria organização daquela sociedade, Kestrel tem uma personalidade muito forte. Mesmo sem conhecer muito a história do seu próprio povo e, principalmente, dos herranis, ela começa a se questionar sobre vários assuntos e perceber muitas coisas que estavam erradas naquela sociedade.
            Além disso, Kestrel é uma personagem forte, corajosa e muito inteligente. Mesmo não tendo nenhuma habilidade para batalha, fica claro ao longo do livro a capacidade que ela tem de traçar estratégias e prever os movimentos inimigos. Mas, mais do que isso, o que mais admirei nesta personagem é a determinação dela e o fato de não aceitar que outros escolham seu destino. Claro que Kestrel age muitas vezes por impulso e comete muitos erros, mas considerando o contexto em que ela foi criada, isso acaba sendo compreensível.
             Já o Arin é um personagem totalmente cativante. Tem uma personalidade tão forte quanto a de Kestrel, mas com marcas pesadas do passado, que o tornam muito mais humano. Acho o conflito interno do personagem totalmente compreensível, o que deixou claro que nenhuma decisão que ele toma ao longo do livro é fácil. Isso acabou ganhando minha simpatia por ele, mesmo em momentos em que senti uma certa raiva por suas atitudes.
           A escrita do Marie Rutkoski é muito fluida e envolvente. Fiquei totalmente mergulhada na leitura, ansiosa por saber o que aconteceria a seguir. Gostei muito que, mesmo o livro sendo narrado em terceira pessoa, ela conseguiu deixar claro os pensamentos e os sentimentos dos personagens. Aliás, é interessante ver como em alguns capítulos o foco fica claramente na Kestrel e em outros muda para o Arin, mesmo que em nenhum momento sejam eles narrando os acontecimentos.
           Com relação ao universo em que se passa a história, ele não é muito explorado nesse primeiro livro. Tudo o que se sabe é um pouco sobre a rivalidade entre os valorianos e os herranis, bem como algumas diferenças entre eles. No entanto, mesmo sendo uma apresentação superficial, é o suficiente para que o leitor compreenda a história e as motivação de cada lado. De todo modo, espero que nas continuações esse universo seja aprofundado.

            No geral, é uma leitura muito gostosa, mesmo que não seja totalmente inovadora. Gostei dos personagens e da escrita da autora. Trata-se mais de um romance do que de uma fantasia, mas gostei que há muito mais acontecendo na trama do que o envolvimento do casal principal. A história é dinâmica, cheia de intrigas, mistérios e aventuras. Terminei de ler muito rápido e já fiquei ansiosa pela continuação, que também já foi publicada pela Plataforma 21. Para quem está querendo começar a ler uma série em 2017, “A Maldição do Vencedor” é, sem dúvida, uma ótima opção. 
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