sábado, 21 de maio de 2016

[Das páginas para o cinema] Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

Essa semana falei sobre alguns livros da Cassandra Clare, a série Os InstrumentosMortais e Lady Midnight, o mais recente lançamento da autora. Então, resolvi fazer o Das páginas para o cinema de hoje sobre um filme que é a adaptação de um livro dela: Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos.
O longa acompanha Clary Fray, uma jovem adolescente que presencia um assassinato em uma boate, mas fica sem ter o que fazer diante do fato de que o corpo da vítima sumiu e, aparentemente, só ela consegue ver os assassinos. Para piorar, Clary vem desenhando símbolos que ela não sabe o que significam e sequer se lembra de tê-los desenhado. Quando a mãe dela desaparece, Clary descobre que há muito sobre o seu passado e sobre o mundo que ela não sabia. A partir daí, ela parte em busca da sua mãe e de respostas sobre seu passado, contando com a ajuda de seu melhor amigo, Simon, e do caçador de sombras Jace Wayland.
A trama do filme é interessante e envolve o espectador nos mistérios sobre o passado de Clary e na busca pela mãe da garota. Além disso, o longa é beneficiado pelo constante clima de tensão e a eficiência ao apresentar os elementos fantásticos do universo criado por Cassandra Clare.
Com relação ao elenco, achei algumas escolhas acertadas, outras nem tanto. Apesar de muito criticada, achei que Lily Collins se saiu bem no papel de Clary. Ela conseguiu passar a personalidade forte e a impulsividade da personagem, que está sempre disposta a tomar a iniciativa e agir, sem ficar esperando alguém ir resgatá-la. Não considero Jamie Campbell Bowie a melhor escolha para o papel de Jace, mas, ainda assim, ele se saiu bem, conseguindo transmitir a postura arrogante e irônica de Jace.
No entanto, para mim, os destaques positivos do filme são Robert Sheehan e Godfrey Gao. Robert está absolutamente perfeito no papel de Simon, sendo o alívio cômico do filme em vários momentos. Já Godfrey está impecável como o enigmático feiticeiro Magnus Bane.
Por outro lado, Jonathan Rhys-Meyers não se encaixou no papel de Valentim. O personagem aparece como um vilão raso e caricato, simplesmente não convencendo em suas motivações. Acredito que, neste caso, o ator foi prejudicado pelo roteiro, que modificou muito o personagem e a história.
Confesso que a primeira vez que assisti esse filme ainda não tinha lido o livro e acabei gostando bastante. No entanto, quando vi o longa pela segunda vez, logo após ler Cidade dos Ossos, percebi alguns problemas. As mudanças na história sacrificaram partes importantes do universo criado por Cassandra Clare e deixaram o longa muito superficial em relação ao livro que o originou.
No entanto, apesar dos problemas, esse é um filme divertido e com uma história envolvente, beneficiado ainda por uma protagonista corajosa e independente, e por personagens carismáticos (a maioria, pelo menos). Assim, é ideal para quem quer se distrair e se divertir com uma trama de fantasia, cheia de ação, mistérios e humor. 

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