sexta-feira, 1 de abril de 2016

[Das páginas para o cinema] Harry Potter

Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Maggie Smith, Alan Rickman, Robie Coltraine, Richard Harris
Direção: Chris Columbus
Nacionalidade: Reino Unido/ EUA

Em 1999, a escritora britânica J. K. Rowling vendeu os direitos dos quatro primeiros livros da série Harry Potter para a Warner Bros. No ano 2000, o elenco escolhido foi anunciado e as filmagens começaram. Esses foram os primeiros passos de uma série que marcou a história do cinema.
Como parte do especial Harry Potter, além das resenhas dos livros, todo mês falarei de um dos filmes da série no Das páginas para o cinema. Assim, como eu já falei sobre os dois primeiros livros da série, resolvi falar sobre suas respectivas adaptações em uma mesma postagem, até por que ambas contam com o mesmo diretor e têm características muito parecidas.
Uma confissão que preciso fazer é que, ao contrário de muitos fãs da série, eu assisti a Harry Potter e a Pedra Filosofal antes de ler o primeiro livro. Mas uma das coisas positivas que posso falar sobre esse filme é que ali já identifiquei um pouco da magia presente no universo criado por J. K. Rowling. Para mim, o maior problema de muitas adaptações de livros é, justamente, não conseguir transmitir para o cinema a essência da história original. Felizmente, isso não aconteceu nos filmes de Harry Potter.
Em Harry Potter e a Pedra Filosofal somos apresentados junto com Harry ao mundo mágico. O filme foi pensado em cada detalhe, criando ambientes absolutamente fantásticos, que encantam o espectador e tornam totalmente compreensível o olhar fascinado de Harry a cada novidade.  Além disso, a trama é bastante fiel ao livro e preserva o clima lúdico da história original.
O mérito do filme reside, em grande parte, na escolha do elenco, que foi absolutamente perfeita. Daniel, Rupert e Emma ficaram tão bem no papel do trio principal, que já não consigo ler os livros de Harry Potter sem imaginá-los. Além disso, é visível o cuidado da produção na escolha do restante do elenco, que inclui grandes nomes do cinema britânico como Maggi Smith, e os saudosos Richard Harris (intérprete de Alvo Dumbledore nos dois primeiros filmes) e Alan Rickman. Aliás, este último foi provavelmente a melhor escolha do elenco, responsável por interpretar o personagem mais complexo da série, levando para o cinema o olhar frio e o sarcasmo característico de Snape, além de conseguir deixar o espectador sempre em dúvida sobre a sua lealdade.
Já Harry Potter e a Câmara Secreta mantém a fórmula de sucesso do seu antecessor. O elenco principal foi mantido e outros atores entraram em novos personagens, em especial, Kenneth Branagah como o exibicionista professor Gilderoy Lockhart. Além disso, o filme consegue conciliar muito bem o clima de mistério da história com momentos de humor e leveza, preservando a inocência infantil do primeiro longa.

O que mais gosto nesses dois longas é a maneira leve e divertida com que eles nos apresentam ao mundo de Harry Potter. São os filmes mais infantis da série, acompanhando a idade de seu protagonista, mas funcionam muito bem para apresentar a série e trazer para o cinema algumas das características marcantes da obra de J. K. Rowling: um universo fantástico e rico, com personagens interessantes e uma trama envolvente. 

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