terça-feira, 22 de março de 2016

[Dica da Malu] Star Wars: Marcas da Guerra

Autor: Chuk Wendig
Editora: Aleph
Páginas: 408

Finalmente, tive oportunidade de ler um livro do universo expandido da série Star Wars. Sou fã declarada dos filmes, então minha expectativa estava bem alta quando comecei a ler Star Wars: Marcas da Guerra, um dos livros mais elogiados deste universo. De um modo geral, posso dizer que o livro correspondeu muito bem ao que eu esperava.
A trama se passa após os eventos de Star Wars VI: O Retorno de Jedi. Os rebeldes conseguiram destruir a segunda Estrela da Morte, o imperador Palpatine está morto, assim como seu antigo discípulo, Darth Vader, e a Nova República começa a ser construída. No entanto, ainda há pessoas leais ao império, que estão se preparando para reergue-lo. Apesar da vitória dos rebeldes em Endor, a guerra ainda não acabou. Assim, o livro mostra justamente as dificuldades para a implementação da Nova República e os planos daqueles leais ao império para retomarem o poder.
A trama mistura personagens novos com alguns presentes nos filmes, sendo que toda a primeira parte do livro é dedicada a apresenta-los e mostrar como eles se posicionam frente a esse novo cenário da galáxia. Além disso, a maneira como a história é construída ao longo do livro é muito similar a dos filmes, especialmente da trilogia original (episódios IV, V e VI), o que eu considero um aspecto muito positivo. Se trata de uma história nova, com personagens novos, mas que preserva o universo de Star Wars, trazendo para o livro a mesma atmosfera presente no cinema.
Um dos aspectos que mais gostei é que a trama não é centrada em um personagem principal, mas em vários, permitindo que o leitor tenha uma visão mais ampla do que está acontecendo na galáxia. Deste modo, em muitos momentos é possível ver a mesma situação sob perspectivas diferentes, o que deixa a leitura mais interessante.
Outro ponto a ser destacado é a diversidade de personagens, que são diferentes tanto fisicamente quanto em termos de personalidade. Os que têm maior destaque são: o capitão Wedge Antilles, um dos principais pilotos rebeldes, que participou da destruição das duas Estrelas da Morte, a almirante Rae Sloane, que tenta liderar a reconstrução do império, a piloto rebelde Norra Wexley, que se divide entre o desejo de ajudar a Nova República e a culpa por ter abandonado o filho, a caçadora de recompensas Jas Emari, Sinjir Rath Velus, antigo agente imperial, e o jovem e esperto Temmin Wexley (filho de Norra). Independentemente do lado em que lutam, quase nenhum deles é totalmente herói ou vilão, sendo que os motivos que os guiam durante o livro tornam suas ações, se não justificáveis, ao menos compreensíveis.
Por outro lado, o excesso de personagens foi um problema. Apesar de ter achado que o grupo principal foi muito bem desenvolvido, outros personagens que apareceram ao longo da trama foram pouco explorados e, alguns sequer tiveram um desfecho, deixando o leitor sem saber qual a relevância deles. Por se tratar de uma trilogia, pode ser que nas continuações esses outros personagens ganhem destaque e sejam mais desenvolvidos, mas, nesse livro, isso acabou pesando negativamente.
Apesar de inicialmente ter tido uma certa dificuldade em me envolver completamente com a história, a partir da segunda parte a trama ganha um ritmo mais intenso que me prendeu. Além disso, a maneira como Chuck Wendig escreveu preserva a essência da história criada por George Lucas, o que era algo que realmente me preocupava. O meu maior medo era achar que esse livro não se parecia em nada com o universo de Star Wars que eu conhecia. Mas, para meu alívio e alegria, Marcas da Guerra traz os melhores elementos de Star Wars em uma história nova e empolgante. Assim, enquanto os próximos filmes da saga não chegam ao cinema, com toda certeza vou querer ler os outros livros e conhecer mais sobre o universo expandido.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Copyright © 2013 | Design e C�digo: Amanda Salinas | Tema: Viagem - Blogger | Uso pessoal