sábado, 12 de março de 2016

Das páginas para o cinema: Adoráveis Mulheres

Direção: Gillian Armstrong
Elenco: Winona Ryder, Susan Sarandon, Kirsten Dunst, Cristian Bale, Claire Danes
Ano: 1994/ Nacionalidade: EUA

A coluna Das Páginas para o Cinema está de volta e, como esta semana foi comemorado o Dia Internacional da Mulher, escolhi um filme que traz personagens femininas fortes e independentes. Inspirado no livro Little Women, de Louisa May Alcott, o qual mencionei na lista especial para o dia 8 de março (aqui), Adoráveis Mulheres é uma adaptação extremamente fiel, que traz para o cinema toda a sensibilidade deste clássico da literatura.
O filme se passa durante a Guerra Civil nos EUA. As quatro irmãs Meg, Jô, Beth e Amy ajudam a mãe a lidar com a dificuldade financeira da família enquanto o pai está na guerra. O filme acompanha então a vida dessas quatro jovens que precisam enfrentar, além da saudade do pai e da falta de dinheiro da família, todas as normas que a sociedade impunha para as mulheres, a fim de buscarem seus sonhos.
Apesar de se amarem muito, as irmãs eram muito diferentes: Meg, a mais velha é a mais preocupada com o decoro e as regras sociais; Jô é a mais independente e sonha em ser escritora; Beth é a mais tranquila e não deseja nada além de ter a sua família por perto; já a caçula Amy tem uma personalidade forte e deseja se casar um dia e ser rica. Elas são amparadas pela mãe, a sra. March, que ama as filhas igualmente, aceitando as suas diferenças, e que as encoraja sempre a buscarem seus sonhos.
O que mais me encanta nesse filme (e no livro que o originou), é que ele apresenta mulheres muito diferentes entre si, algumas mais românticas e sensíveis, outras mais práticas e independentes, mas todas elas fortes e admiráveis. Destaco especialmente, Jô, que acaba sendo a protagonista da história. Ela é a que mais destoa dos padrões da sociedade da época: não deseja se casar, a menos que seja por amor, quer ser escritora e ganhar o próprio sustento. Em uma época que as mulheres eram criadas para casar e o mundo da literatura era praticamente totalmente dominado pelos homens, dá para perceber o tamanho do desafio enfrentado por ela, tornando impossível não a admirar. Além disso, ela é uma jovem de opiniões fortes, que não sente medo em expressá-las.
Com relação ao elenco desse filme, a escolha dos atores foi excelente, todos corresponderam ao que eu esperava. Winona Ryder faz ótimo trabalho como Jô March, trazendo toda a força que a personagem pedia e mostrando sua evolução ao longo dos anos. Meg é interpretada por Trini Alvarado, que consegue passar toda a preocupação da jovem com as normas da sociedade e com a opinião de outras pessoas, mas também o amor que sentia pelas irmãs. Kirsten Dunst quase rouba a cena do filme interpretando a irritante, mas divertida, Amy quando criança. A fase adulta de Amy foi vivida por Samantha Mathis, que foi eficiente em mostrar o amadurecimento do personagem, sem perder sua essência. Já Claire Danes é responsável por alguns dos momentos mais bonitos do filme como a sensível Beth.
Além destas atrizes, o filme ainda conta com Susan Sarandon e Christian Bale. Ela interpreta a sra. March, tornando visível em cada cena o amor daquela mãe pelas filhas e a sua força para manter a família bem, enquanto o marido está na guerra. Já Christian Bale dá vida ao impulsivo Theodore Lawrence, um rapaz vizinho da família March, e que se apaixona por Jô, sua melhor amiga.
O filme traz uma história atemporal de amor entre uma família e de jovens que enfrentam circunstancias adversas para realizarem seus sonhos. É uma trama simples, mas sensível e emocionante, auxiliada por boas atuações em personagens que cativam o espectador e conquistam sua admiração. 


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