quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Lançamento - A guerra que salvou minha vida


Ontem a Caveirinha mais linda do Brasil, também conhecida como DarkSide Books, anunciou mais uma novidade incrível para a linha DarkLove. O próximo lançamento da editora será o livro “A guerra que salvou minha vida”, da autora Kimberly Bradley.
Em mais uma edição maravilhosa, como já é marca registrada da DarkSide, o livro tem lançamento previsto para o dia 20 de março e promete conquistar o coração de quem amou “Em algum lugar nas estrelas”, outro sucesso da linha DarkLove. Abaixo, vocês conferem algumas imagens e o release que a DarkSide divulgou.

Muitas guerras começam dentro de nós.
Este é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorriso no rosto e lágrimas nos olhos entre um parágrafo e outro. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo.  
Combinando a ternura de Em algum lugar nas estrelas, outro título da coleção DarkLove, com a realidade angustiante de O diário de Anne Frank, A guerra que salvou minha vida apresenta uma perspectiva da II Guerra Mundial vista pelos olhos de uma menina que se transforma em refugiada no seu próprio país. Mais uma oportunidade perfeita para emocionar corações de todas as idades e relembrar os valores do companheirismo e da amizade em todos os momentos da nossa vida.


Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com o pé torto como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Autora: Kimberly Brubaker BradleyEditora: DarkSidePáginas: 240Edição: 1ª




E aí, quem mais ficou ansioso para ler “A Guerra que salvou minha vida”? Eu confesso que não vejo a hora de conhecer mais esse lançamento da DarkSide. E para quem ficou curioso, vocês podem conferir o release completo no site da editora, aqui

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

[Dica da Malu] Anexos

Sinopse: “Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas. Enquanto isso, Lincoln O’Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho: ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança na internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?
Autora: Rainbow Rowell / Editora: Novo Século / Páginas: 368
Comprar: Amazon

“Anexos” é o segundo livro da autora Rainbow Rowell que eu tenho a oportunidade de ler. Meu primeiro contato com ela foi pelo livro “Eleanor & Park”, e quem viu o resumo das minhas leituras de 2016 (aqui) sabe que ele foi uma decepção para mim. Não que o livro seja ruim. Ele aborda temas muito sérios e importantes, e até me surpreendi ao ver um livro jovem adulto fugindo dos clichês e trabalhando assuntos tão complexos, mas achei o final mal construído e me frustrei. No entanto, sendo a Rainbow Rowell uma autora tão popular, resolvi dar uma segunda chance e ler outro livro dela. Felizmente, desta vez fiquei mais satisfeita com a leitura
O livro contará a história de três personagens que trabalham no mesmo jornal. Lincoln trabalha à noite no setor de TI e é responsável por verificar os e-mails trocados pelos funcionários para ver se eles não estão tratando de assuntos que fujam àqueles relativos ao trabalho. Beth e Jennifer são duas amigas que, mesmo trabalhando no mesmo jornal, sentam-se longe uma da outra e, por isso, usam o e-mail para conversar sobre os mais diversos assuntos, sendo que nenhum deles é profissional. O problema é que as conversas delas começam a se tornar o melhor momento das noites de trabalho de Lincoln e ele perde a coragem de mandar advertências para elas.
Apesar de ser um livro com um tom de humor muito forte, alguns temas abordados são mais sérios. Aliás, uma coisa que me chamou a atenção neste livro é que, apesar de ser um pouco absurda a forma como os personagens se conectam, eles são muito reais. Cada um dos três protagonistas tem seus próprios dilemas que são muito concretos e compreensíveis.
Lincoln vive sem ter certeza do que realmente quer fazer da vida. Ele está em um emprego que não gosta, sem nenhuma aspiração na vida e sem conseguir superar o fim de seu único relacionamento sério. Beth gosta do seu trabalho, mas está em um relacionamento no qual ela não sabe mais como realmente se conectar com seu namorado. Ele tem uma banda, a qual Beth já não tem mais entusiasmo em acompanhar, e isso faz com que a distância entre eles se torne maior a cada dia. Já Jennifer tem um casamento tido como perfeito, mas sofre com o fato de que seu marido sonha em ter um filho, enquanto a simples ideia a deixa apavorada. Ela não quer nem ouvir falar de engravidar, mas teme que isso a afaste do seu marido.
É interessante como, de uma maneira leve, a autora faz com que o leitor comece a se questionar sobre muitas coisas a partir dos conflitos vividos pelos personagens. É justificável ficar em um emprego que não suporta porque ele é estável? Uma mulher é realmente obrigada a desejar ter filhos? Até que ponto é saudável ficar em um relacionamento quando já não há nada em comum ligando o casal?
Assim, um aspecto que eu já havia notado em “Eleanor & Park” se reforçou em “Anexos”: a capacidade da Rainbow Rowell de criar personagens muito humanos e despertar a empatia do leitor. É fácil compreender os conflitos vividos por cada um deles, mesmo que algumas de suas atitudes sejam muito questionáveis (para dizer o mínimo). Além disso, é possível que o leitor se enxergue em muitas situações ou conflitos retratados.
Outro ponto positivo de “Anexos” é que os personagens realmente amadurecem. Ao contrário de trazer adultos bem resolvidos, que sabem exatamente o que querem da vida e tem tudo sob controle, Rainbow Rowell nos apresenta três protagonistas que começam completamente perdidos em seus conflitos, sem saber o que realmente desejam ou qual direção seguir. Mais do que o romance, o aspecto mais interessante deste livro é ver esses personagens se redescobrindo e amadurecendo.
O desfecho é satisfatório, apesar de não ser exatamente o que eu desejava. Ao contrário do que havia acontecido no outro livro que li da autora, aqui ela soube construir o final e fazer com que ele fosse condizente com tudo que os personagens viveram e demonstraram ao longo do livro.
Assim, “Anexos” pode não ser o melhor livro que já vi na vida e, talvez, ainda não explique o motivo de tantas pessoas amarem o trabalho da Rainbow Rowell, mas é uma leitura envolvente e que traz personagens interessantes e bem construídos. No mínimo, serviu para devolver minha curiosidade para ler outros livros da autora. Então, é a minha dica para quem procura uma leitura agradável, com personagens humanos e temas um pouco mais complexos que a maioria dos livros do gênero.

E quem já leu “Anexos”? Me contem aí nos comentários o que acharam do livro. Para quem se interessou, deixei o link de compra no site da Amazon disponível no início do post. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

[Pré-venda] Contos da Academia dos Caçadores de Sombras

O post de hoje é especialmente dedicado para os fãs dos livros da Cassandra Clare. É que já está disponível em pré-venda “Contos da Academia dos Caçadores de Sombras”. Publicado pela Galera Record, esse livro traz dez contos em que o leitor descobrirá um pouco mais sobre o passado dos caçadores de sombras, por meio das aventuras vividas por Simon Lewis e seus amigos.
Para quem não faz a menor ideia do que eu estou falando, a Cassandra Clare é autora da famosa série de fantasia urbana Os Instrumentos Mortais. Nela, mundo real e fantasia se misturam e vemos humanos interagindo com vários seres sobrenaturais, como vampiros, lobisomens, fadas, demônios e caçadores de sombras, que são guerreiros responsáveis por defender os humanos dessas criaturas. Dentro do mesmo universo ficcional, a autora ainda escreveu a trilogia As peças infernais, o Códex dos Caçadores de Sombras, As crônicas de Bane, Uma história de notáveis caçadores de sombras e seres do submundo contada na linguagem da flores, e a nova série Os Artifícios das Trevas, cuja continuação sai ainda esse ano.

Sinopse: Numa história contada em 10 contos que revisitam o passado dos Caçadores e aponta uma nova direção, Cassandra Clare, Sarah RessBrennan, Maureen Johnson e Robin Wasserman presenteiam os fãs da série com uma jornada de tirar o fôlego, cheia dos personagens que todos já amam. Simon não se lembra do seu passado, das aventuras que viveu ao lado dos amigos.... Nem sequer sabe quem é, de fato. Então, quando a Academia de Caçadores de Sombras reabre, o rapaz mergulha nesse novo mundo, determinado a se reencontrar. Mesmo sem ter certeza de que quer voltar a ser aquele velho Simon de antes. Mas o local é muito hostil e Simon acaba exergando muitos problemas em sua nova escola. Como o fato de os alunos mundanos serem obrigados a viver no porão, ou sofrerem com as piadas e os preconceitos dos Nephilim. Numa jornada para se redescobrir, para voltar a se reconhecer entre antigos amigos, como Clary Fairchild e sua amada Isabelle Lightwood (mesmo que ele não se lembre desse amor), Simon vai descobrir que pode ser muito mais do que antes. Que seu destino como Caçador de Sombras vai muito além de sua missão de voltar a ser quem era.

Eu confesso que já estou muito ansiosa para conhecer esse livro e descobrir as aventuras do Simon na Academia de Caçadores de Sombras. A previsão de lançamento, segundo a editora, é final deste mês ou começo de março. Para quem quiser adquirir, vou deixar o link da Amazon para comprarem em pré-venda, assim como dos outros livros citados no post. (A data de lançamento no site da Amazon está como 30/06, mas a data que a editora me passou é final deste mês ou começo de março, então, deve mudar)

Contos da Academia dos Caçadores de Sombras: http://amzn.to/2ku4wFb
Cidade dos Ossos – Os Instrumentos Mortais: http://amzn.to/2lgQevB
Cidade das Cinzas – Os Instrumentos Mortais: http://amzn.to/2l5dRFm
Cidade de Vidro – Os Instrumentos Mortais: http://amzn.to/2lHshPd
Cidade dos Anjos Caídos – Os Instrumentos Mortais: http://amzn.to/2kGVG86
Cidade das Almas Perdidas – Os Instrumentos Mortais:http://amzn.to/2lMH9sr
Cidade do Fogo Celestial – Os Instrumentos Mortais: http://amzn.to/2kGVxkP
Anjo Mecânico – As Peças Infernais: http://amzn.to/2ldDzdu
Príncipe Mecânico – As Peças Infernais:http://amzn.to/2ku1lgK
Princesa Mecânica - As Peças Infernais:http://amzn.to/2kHcImD
Dama da meia-noite – Os Artifícios das Trevas:http://amzn.to/2lgwrfT
O Códex dos Caçadores de Sombras: http://amzn.to/2ku5r8u
As Crônicas de Bane: http://amzn.to/2lMH1Zc
Uma história de notáveis caçadores de sombras e seres do submundo. Contada na linguagem das flores: http://amzn.to/2lMVaFv

domingo, 12 de fevereiro de 2017

[Dica da Malu] Talvez um dia

Sinopse: “Sidney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex-melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia apartamento. Tudo bem, até descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sidney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sidney precisa agora é se transformar numa traidora”.
Autora: Colleen Hoover / Editora: Galera Record / Páginas: 368
Comprar: http://amzn.to/2kktpmL

            Uma mocinha que descobre que seu namorado e sua melhor amiga estavam tendo um caso e encontra abrigo na casa de um vizinho, com quem descobre uma grande afinidade. A fórmula para um romance leve e fácil de torcer, certo? Errado! Por mais envolvente e rápida que seja a leitura de “Talvez um dia”, da Colleen Hoover, não foi fácil escolher torcer pelo casal de protagonistas, e acompanhar o desenvolvimento do relacionamento dos dois foi, em alguns momentos, angustiante.
         Falando assim, pode parecer que eu não gostei do livro. Mas, na verdade, eu adorei. A questão é que a autora consegue brincar com os sentimentos dos leitores e nos faz sofrer junto com os personagens. Ao contrário do que pensei quando li a sinopse, nenhuma escolha para a Sidney e o Ridge será fácil e isso me despertou sentimentos conflitantes.
“Algumas vezes na vida a gente precisa de dias ruins para manter os bons em perspectiva”.
         O primeiro ponto que levou a esse tumulto no meu coração é a própria situação dos protagonistas. É impossível não sentir empatia por uma menina que descobre, no dia do aniversário, que está sendo traída por seu namorado com a sua melhor amiga. Além disso, é inegável a ligação que surge entre ela e o Ridge e que eles combinam muito. Mas como torcer para este casal se ele tem namorada? É aceitável que justo a Sidney que sabe a dor de ser traída, faça o mesmo com outra pessoa?
            Claro que a autora poderia ter facilitado a vida do leitor e descrito a namorada do Ridge como uma pessoa desprezível, que não merece o amor dele. Porém, nada na vida é fácil, não é mesmo? Então, a Maggie, namorada do Ridge, é uma personagem ótima e, por mais que eu procurasse, não encontrei nenhum defeito nela forte o suficiente para me fazer torcer para que o Ridge rompesse com ela e ficasse com a Sidney.
           Para aumentar a minha agonia, os personagens são muito cativantes, conquistando a empatia de quem está lendo. O livro vai intercalando o ponto de vista da Sidney e o do Ridge, o que permite entender a fundo os sentimentos deles e os dilemas que enfrentam. O Ridge é, talvez, o personagem mais difícil de compreender, mas não consegui julgá-lo também. Com isso, me vi em uma situação em que nenhuma alternativa era totalmente boa. Invariavelmente, alguém iria sofrer e nenhum dos envolvidos merecia isso.
“É fácil lutar contra o desejo. Principalmente quando a única arma que ele tem é a atração. Não é fácil vencer uma guerra contra seu coração”.
            Muitas pessoas reclamaram desta situação e, com certeza, não falta polêmica. Mas, para mim, esse foi o grande mérito de “Talvez um dia”. A Colleen Hoover propositalmente fez com que as alternativas fossem difíceis, levando o leitor a se questionar. Assim, mesmo com alguns clichês comuns em livros do gênero, esse se diferencia por apresentar escolhas que não são fáceis.
            Outro ponto positivo é que, todos os personagens são muito humanos, até os secundários. Eles são cativantes e cheios de qualidades, mas também erram feio em vários momentos. Não há ninguém perfeito na história, nem mesmo Sidney ou Ridge. Acredito que isso torna os relacionamentos apresentados muito mais reais, o que pode despertar a empatia, ou até a identificação, do leitor.
“Mas será que a vida é tão preto no branco assim? Será que um simples certo e errado pode definir minha situação?”
            Por fim, não posso deixar de mencionar que a escrita da Colleen Hoover se mostrou, mais uma vez, fluida e envolvente. Assim como havia acontecido com a trilogia Métrica, a forma como a autora desenvolveu a trama fez com que eu conseguisse compreender os sentimentos dos personagens e me importar com eles, mesmo não concordando com todas as suas ações. Deste modo, a leitura foi muito mais intensa, porque eu praticamente conseguia sentir o que os personagens estavam sentindo.

          Assim, recomento “Talvez um dia” por ser uma leitura rápida, envolvente e, em alguns aspectos, diferente de outros livros do gênero. Mas aviso que o tema abordado é muito polêmico. Então, é preciso ler com a mente aberta para realmente entender os personagens e suas escolhas. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sete livros para volta às aulas

Para vários estudantes, as férias acabaram e as aulas retornaram essa semana. Sei que muitos acham isso péssimo e queriam que as férias fossem mais longas. No entanto, o início de um novo ano letivo também representa conhecer novos colegas, reencontrar com os amigos, as novidades, a volta de uma rotina mais agitada e muitas descobertas.
Então, aproveitando esse clima de volta às aulas, resolvi fazer uma lista com alguns livros que se passam durante o período da escola ou da faculdade. São histórias que mostram como essa época pode ser divertida, servindo como incentivo para quem está vivendo essa fase e trazendo uma sensação de nostalgia para quem já passou por ela.

1 – Fazendo meu filme, da Paula Pimenta.                                     É claro que eu não poderia começar essa lista com outro livro que não fosse Fazendo meu filme. Eu li a primeira vez quando tinha dezesseis anos e a identificação foi imediata. A Paula sabe retratar a adolescência com uma naturalidade e verdade que poucos autores conseguem. Além disso, ela consegue recriar com habilidade toda a rotina vivida por qualquer estudante no período da escola: as amizades (e inimizades), os bilhetinhos compartilhados, as conversas no intervalo, a tensão com as provas e os medos com relação ao futuro. Tudo isso aparece na história e traz para o leitor a sensação de estar vivendo tudo aquilo junto com a protagonista.

2 – As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky.            Outro livro que não podia faltar nessa lista é “As vantagens de ser invisível”. Narrado a partir de cartas do protagonista Charlie, acompanhamos as descobertas, os dramas e o amadurecimento deste jovem adolescente. Vemos sua dificuldade em se adaptar na escola, a descoberta do primeiro amor, as amizades que surgem, os dramas de sua família e os traumas do seu passado. Trata-se de uma trama simples, mas que aborda com muita sensibilidade temas difíceis e traz nas entrelinhas reflexões interessantes.


3 – Ana e o beijo francês, da Stephenie Perkins.            Um livro simplesmente encantador e que traz um ambiente escolar que faz o leitor realmente desejar estudar naquela escola. Na trama, a protagonista Ana é enviada pelo pai para estudar um ano em um colégio interno na França. A menina vai contrariada, pois estava sendo afastada dos amigos, da família e de tudo que conhecia para viver um ano em um lugar novo, onde não conhecia ninguém e não sabia o idioma local. Mas, ao contrário do que ela esperava, Ana faz novas amizades, aprende francês e, claro, acaba se apaixonando. Além disso, o ambiente da escola é tão legal e diferente daquele que conhecemos e estamos acostumados a ver nos livros, que acaba sendo  mais um atrativo do livro.

4 – O acordo, da Elle Kennedy            Este livro foi a minha primeira leitura de 2017 e não poderia ficar de fora dessa lista. Afinal, além de um romance muito fofo, a autora soube recriar muito bem o ambiente universitário. Apesar de muita coisa não ter a ver com as nossas universidades (o livro se passa nos EUA), há vários aspectos que são comuns em qualquer universidade: os grupos de amigos, a tensão com as provas, o romance, as festas e as dúvidas sobre o futuro depois da faculdade. Não vou dar muitos detalhes, porque a resenha dele já saiu aqui no blog (confira), mas é uma leitura muito gostosa e a universidade é um pano de fundo que ajuda a tornar a trama mais interessante.

5 – Para todos os garotos que já amei, da Jenny Ham.            Ambientado no ensino médio, “Para todos os garotos que já amei”, consegue ilustrar muito bem essa fase da vida. Ao longo da trama, vemos Lara Jean se envolvendo em confusões, fazendo novas amizades, se apaixonando e amadurecendo. A escola é o pano de fundo em que tudo isso se desenrola e qualquer um que esteja vivendo essa fase ou já tenha passado por ela, vai se identificar com algumas situações que a protagonista vivencia lá.



6 – Sábado à noite, da Babi Dewet.            Como não colocar esse livro na lista? A Babi retratou maravilhosamente o período da escola, mais especificamente o ensino médio. Tanto que a leitura me trouxe uma sensação de nostalgia enorme, me deixando com vontade de voltar no tempo, para essa fase da minha vida. O ambiente da escola, os grupinhos de amigos, os dramas da adolescência, o romance, as festas... tudo é natural e faz o leitor se identificar com pelo menos alguma das situações que aparecem. Mesmo que não por uma lembrança que tenha vivido, mas por se lembrar de alguém que conheceu e passou por aquilo, ou por ver um personagem e lembrar de alguma amiga ou conhecido.

7 – Harry Potter e a Pedra Filosofal, da J. K. Rowling.            Quem nunca sonhou em receber sua carta de Hogwarts e pegar o trem na plataforma 9 ¾ no dia 1º de setembro, não é mesmo? Por isso, não me julguem por incluir Harry Potter nessa lista. Apesar de se tratar de um ambiente mágico e totalmente incomum, Hogwarts não deixa de ser uma escola. Por esse motivo, encontramos em Harry Potter e a Pedra Filosofal situações vividas por qualquer estudante. Neste livro, estão presentes as aulas (mesmo que não as convencionais), os professores que adoramos e os que detestamos, as provas, os amigos, as brigas, os passeios, as competições... enfim, tudo que compõe o período escolar. Só que com muita magia e aventuras.

            Todos esses livros citados, com certeza, me lembram muito a escola e a universidade, e combinam muito com o clima de volta às aulas. Agora, quero saber de vocês quem já  se despediu das férias e começou outro ano letivo. Me contem também outros livros que se passam na escola/faculdade e que não estão nesta lista.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

[Dica da Malu] O Acordo

Sinopse: “Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto. Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha.
Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo.”Autora: Elle Kennedy / Editora: Paralela / Páginas: 360
Comprar: http://amzn.to/2kH4gGM

“O Acordo” foi o primeiro livro que eu li em 2017. Eu o escolhi porque queria começar o ano com uma leitura leve e divertida, sem muitas preocupações. E foi exatamente isso que encontrei nesse livro. É uma história simples, e até um pouco clichê, mas também é envolvente, engraçada e cativante.
O primeiro ponto que destaco nesse livro, são os personagens. Hannah é uma menina inteligente e dedicada, mas que, apesar de ter muita dificuldade quando o assunto é relacionamento, é autoconfiante, tem uma personalidade forte e um senso de humor muito sarcástico. Já Garret é o modelo do atleta, popular e mulherengo. No entanto, ele também é inteligente, dedicado e não mede esforços para realizar seus sonhos. Ambos carregam traumas do passado, mas não se deixam abater por eles. São personagens interessantes, divertidos e muito cativantes.
Hannah e Garret se conhecem quando, em uma matéria que os dois cursavam, ela tira uma nota excelente, já ele tem um péssimo resultado, que faria com que sua média caísse e ele fosse retirado do time de hóquei. Desesperado, Garret pede a ajuda de Hanna para estudar para a próxima prova e recuperar sua média. Sem paciência com jogadores de hóquei, especialmente o arrogante capitão, ela se recusa a ajudá-lo.
No entanto, Garret não é do tipo que aceita não como resposta, ainda mais quando se trata de algo que pode estragar seu futuro profissional. Ele começa, então, a atormentar Hannah para que ela concordasse em ajudá-lo. Sua chance aparece quando ele percebe o interesse dela por Justin Kohl, jogador do time de futebol americano da universidade. É aí que ele faz uma arriscada proposta a Hannah: ela concordaria em ajudá-lo a estudar e ele fingiria estar saindo com ela, para aumentar a popularidade da garota e chamar a atenção de Justin. Mesmo não gostando da ideia, Hannah acaba concordando com este acordo.
O livro é narrado pelo ponto de vista da Hannah e do Garret, o que ajuda muito na construção de ambos os personagens. Conseguimos entender melhor os sentimentos deles, seus sonhos, os traumas que carregam e, principalmente, como a relação deles vai sendo construída. Aliás, é aí que reside o grande mérito do livro para mim: o evolvimento de Hannah e Garret é gradual, sem aquelas paixões intensas e instantâneas. Os dois se conhecem aos poucos, implicam muito um com o outro, discutem, mas acabam se tornando amigos. Assim, surge primeiro a cumplicidade e a intimidade, depois vem o romance.
Com relação a escrita de Elle Kennedy, eu achei muito leve e fluida. Apesar dos clichês da história, a autora conseguiu criar personagens cativantes, com senso de humor e personalidade forte, que fazem o leitor se importar com o que irá acontecer com eles. Alguns temas mais sérios são abordados, mas sem deixar a história pesada ou sem ritmo.

Assim, “O Acordo” não é uma história original ou imprevisível, mas acabei gostando mais do que esperava. Comecei sem muita expectativa e, quando percebi, já estava totalmente apegada à Hannah e ao Garret. Adorei acompanhar não só o desenvolvimento do relacionamento dos dois, mas o quanto ambos amadurecem ao longo do livro. Trata-se de uma leitura agradável e envolvente, que flui muito bem e proporciona momentos divertidos. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

[Dica da Malu] Sete minutos depois da meia-noite


Sinopse: “Conor é um garoto de 13 anos e está com muitos problemas na vida. A mãe dele está muito doente, passando por tratamentos rigorosos. Os colegas de escola agem como se ele fosse invisível, exceto por Harry e seus amigos que o provocam diariamente. A avó de Conor, que não é como as outras avós, está chegando para uma longa estadia. E, além do pesadelo que o faz acordar em desespero todas as noites, às 00:07 ele recebe a visita de um monstro que conta histórias sem sentido. O monstro vive na Terra há muito tempo, é grandioso e selvagem, mas Conor não teme a aparência dele. Na verdade, ele teme o que o monstro quer, uma coisa frágil e perigosa. O monstro quer a verdade.”
Autor: Patrick Ness / Editora: Novo Conceito / Paginas: 160
Comprar: http://amzn.to/2je9lSt

            Difícil dizer o que mais gostei neste livro. A história é bem simples, tanto que demorou um pouquinho para me prender. No entanto, quando comecei a perceber que havia muito mais naquele livro do que um menininho conversando com um monstro, fiquei completamente mergulhada na leitura.
“Sete minutos depois da meia-noite” conta a história de Conor, um menino de 13 anos cuja mãe está passando por um difícil tratamento de contra o câncer. O pai de Conor havia ido embora algum tempo antes, portanto, com a mãe cada dia mais debilitada pela doença, o menino acabou assumindo as responsabilidades de cuidar da casa. Na escola, as coisas eram ainda piores: sem amigos, Conor só era notado por um grupo de meninos que adoravam atormentá-lo.
Como se a situação dele não fosse ruim o suficiente, Conor passou a sofrer todas as noites com o mesmo pesadelo. Era algo terrível, que o fazia acordar apavorado. Para piorar ainda mais, um monstro começa a visita-lo exatamente sete minutos após a meia-noite. Quando Conor cria coragem para perguntar ao Monstro o que ele desejava, este responde que iria contar três histórias e que, depois, seria a vez do menino contar uma: a verdade. E isso era o maior segredo dele.
“Histórias são criaturas selvagens – afirmou o monstro. – Quando você as solta, quem sabe o que podem causar?”
A primeira coisa que destaco neste livro é a complexidade do protagonista. Apesar de tão jovem, Conor demonstra maturidade para enfrentar questões complicadas, principalmente no que se refere à mãe. Em outros momentos, no entanto, ele tem atitudes imaturas e egoístas, que me deixaram com muita raiva. Mas é justamente aí que está a habilidade do autor na construção do personagem. Patrick Ness não caiu no clichê de criar um protagonista perfeito só por se tratar de uma criança. Conor é um personagem muito humano, capaz de errar em muitos momentos, mas demonstrar força e generosidade em outros.
Os personagens secundários são pouco explorados, mas, ao mesmo tempo, são fundamentais para que o leitor compreenda completamente a história. Só é possível perceber quão complexa é a situação de Conor ao entender a relação dele com a mãe, o pai, a avó materna e os colegas de escola.
“- Mas o que é um sonho, Conor O’Malley? – perguntou o monstro, abaixando-se para que seu rosto ficasse próximo ao do menino. – Quem pode dizer que a vida real que não é um sonho?”
No entanto, o meu personagem favorito foi, sem dúvida, o Monstro. É ele quem move de fato a trama. As histórias que ele conta são repletas de significado e reflexões. Cada uma delas me fizeram parar para pensar e me trouxeram importantes lições. Além disso, é nas conversas dele com Conor que residem os momentos mais interessantes do livro.
Homens são monstros complicados, disse o monstro.”  
Com relação à escrita de Patrick Ness, confesso que fiquei impressionada com a leveza e sensibilidade que ele demonstrou na construção da história. Ele evolui de uma trama simples, a princípio, para uma história complexa, reflexiva e cheia de significado. Além disso, o modo como ele fala sobre assuntos difíceis, como perda, medo, bullying e os sentimentos humanos, é tão delicada que a história não se torna pesada.

Deste modo, só posso dizer que, com suas 160 páginas, “Sete minutos depois da meia-noite” conseguiu me envolver, me fazer chorar e, principalmente, refletir muito. Me apaixonei por esta história que, apesar de sua trama simples e quase infantil, é complexa e cheia de significado. Então, não se engane pela sinopse ou pela classificação, pois “Sete minutos depois da meia-noite” é uma obra rica, profunda e emocionante. 
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