quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Divulgada a capa do livro "Prometida", da autora Carina Rissi


Os fãs da série Perdida e da autora Carina Rissi podem comemorar. Foi divulgada hoje a capa do quarto volume da série, Prometida – Uma longa jornada para casa. Ficou linda, né?


Continuação da série que já tinha três volumes publicados (Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo, Encontrada – À espera do felizes para sempre, e Destinado – As memórias secretas do Sr. Clarke), este novo livro irá acompanhar a história de Eliza, a irmã caçula de Ian. A sinopse completa você pode conferir aqui:
"Elisa Clarke anda um pouco entediada. Seus dias parecem todos iguais, e os bailes há muito deixaram de lhe dar prazer. Não que isso seja surpresa, pois quando ela está presente os eventos se tornam um desastre! O que é injusto, já que ela sempre foi uma boa moça. Nascida em uma das famílias mais influentes da região, a jovem aprendeu desde cedo a respeitar as normas sociais e a se manter longe de escândalos. Na única vez em que ignorou uma dessas regras, Elisa acabou noiva. E foi apenas um beijo, ora bolas!
Um beijo que Elisa fantasiou desde que conheceu e se apaixonou pelo belo e gentil Lucas. Como acontece nos contos de fadas, o jovem médico da cidade mudou sua vida para sempre. Mas não da maneira que ela esperava. Elisa agora está prometida a alguém que a despreza tanto que preferiu ir viver em outro continente. E tudo o que ela deseja é que as coisas permaneçam assim. O que Elisa não sabe é que seu noivo está a caminho do Brasil, e ela terá de enfrentar o homem cujo coração um dia se viu forçada a partir.
Destinados a ficar juntos, mas separados pelo coração, Lucas e Elisa vão se envolver em uma sinuosa dança marcada por segredos, mágoas do passado, intrigas e uma arrebatadora paixão, que vai pôr em risco não apenas seus sentimentos, mas a vida de ambos.
Em Prometida: uma longa jornada para casa, os leitores vão conhecer a história de Elisa, a doce porém decidida irmã de Ian Clarke, além de rever os personagens mais queridos da série Perdida."


Então, gostaram da capa e da sinopse? Eu confesso que não vejo a hora de ler e conhecer a história de Elisa, que é uma das minhas personagens preferidas da série. Para quem tem interesse, o livro já está em pré-venda e deve chegar às livrarias no final de outubro. Ansiosos? Deixem aí nos comentários se vocês pretendem ler esse novo romance da Carina Rissi.

[Dica da Malu] Os livros de Esteros - As crônicas de Fedors

Autor: Aldemir Alves
Editora: Selo Jovem
Páginas: 305

Na resenha de hoje, venho apresentar um livro de fantasia nacional publicado pela Editora Selo Jovem. Os livros de Esteros – As crônicas de Fedors é o primeiro volume da série escrita por Aldemir Alves.
A história deste livro é narrada por Fedors, uma criatura repugnante e apodrecida, que, apesar de parecer estar à beira da morte, é imortal. Para contar a sua história, ele conta antes os acontecimentos ocorridos em Esteros muitos anos antes e como foi a ascensão do mal naquele lugar.
Assim, Fedors conta a história de dois jovens príncipes: Vamcast e Andor, filhos do rei Mussafar e da rainha elfa, Zinza. O primeiro, é o filho mais velho, que é elfo como a mãe e possui habilidades impressionantes. O filho mais novo é erácito (humano), como o pai. No entanto, a diferença entre os dois irmão vai além disso. Andor é amoroso, gentil e inocente; já Vamcast, apesar de habilidoso em tudo que faz, é agressivo e ciumento, tendo inveja da relação do irmão caçula com o pai.
O rei amava os dois filhos, mas se mostrou displicente na criação deles, especialmente do primogênito. Deste modo, não percebeu a mágoa e a inveja que cresciam dentro dele. Esses sentimentos, associados à pouca atenção do pai, facilitaram para que pessoas erradas se aproximassem, influenciando Vamcast a seguir por um caminho sombrio.
Tanto Vamcast quanto Andor frequentavam uma escola onde aprendiam a lutar e a usar magia. No entanto, somente a magia defensiva, conhecida como magia branca, era ensinada. Vamcast era o aluno mais brilhante da escola, porém, tinha um desejo secreto por aprender mais e conhecer a magia negra. Quando encontra alguém disposto a ensiná-lo, o menino vai perdendo a sua inocência e começa a ser corrompido pelo mal.
O universo criado por Aldemir Alves é rico e repleto de criaturas fantásticas. Elfos, humanos, orcs, deuses, demônios e outras criaturas povoam essa história e ajudam a torná-la mais interessante. Além disso, o autor descreve todo o mundo apresentado em riqueza de detalhes, permitindo ao leitor ter uma visão clara do que está sendo narrado.
Por outro lado, um problema que senti durante a leitura foi que a história demora a ganhar ritmo. Demorou um pouco para que eu conseguisse me adaptar àquele universo descrito e aos personagens, o que deixou a leitura um pouco arrastada no início.
No entanto, quando começaram as partes de aventura a história ganhou ritmo e se tornou mais interessante. Além disso, o mistério em torno da identidade de Fedors e como ele se tornou aquela criatura repugnante acabou contribuindo para aumentar meu interesse e o meu envolvimento com o livro.
Senti falta também de um maior desenvolvimento dos personagens. Com exceção dos dois príncipes e, talvez, o rei, os demais personagens foram apresentados de uma maneira um pouco superficial. Com isso, tive uma certa dificuldade para me afeiçoar a eles. No entanto, por se tratar do primeiro volume da série, acredito que nos próximos livros há margem na história para que os personagens secundários sejam mais desenvolvidos e apresentados ao leitor com mais profundidade.
Apesar da dificuldade inicial em me envolver com a história, gostei da mitologia criada pelo autor e das reflexões que faz a partir dela. O universo apresentado é rico e fantástico, e, sem dúvida, ainda tem muito a ser revelado sobre ele. O final é impactante e deixa o leitor curioso para saber mais sobre aquele universo e o destino dos dois príncipes, bem como sobre a verdadeira identidade de Fedors. Para quem gosta de histórias com aventuras, criaturas fantásticas e uma mitologia interessante, Os livros de Esteros – As crônicas de Fedors é uma leitura que promete agradar.

Observação: Li este livro em e-book, então, não posso falar sobre a diagramação e as ilustrações (que não aparecem no formato digital). Porém, a revisão deixou um pouco a desejar e encontrei erros durante a leitura que me incomodaram um pouco. Para as próximas edições, acredito ser válido uma nova revisão.


domingo, 21 de agosto de 2016

[Dica da Malu] A rainha vermelha

Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 419

Para encerrar bem o final de semana, escolhi fazer uma resenha sobre uma leitura que concluí recentemente: A rainha vermelha, da Victoria Aveyard. Sempre ouvi comentários bastante divergentes em relação a esse livro; alguns, criticaram duramente as referências usadas pela autora; outros elogiaram a trama e as suas reviravoltas. Depois de ler, tenho que dizer que entendo ambas as visões.
O livro é uma distopia que se passa em um país chamado Norta. Nessa sociedade, as pessoas são divididas entre vermelhos e prateados: os vermelhos são as pessoas comuns, destinados ao trabalho e a lutar na guerra contra os países vizinhos; já os prateados são a elite, pessoas que vivem confortavelmente as custas dos vermelhos e que possuem habilidades especiais que os distinguem.
“Uma sociedade dividida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.”
Mare Barrow, a protagonista, é uma vermelha. Sem trabalhar em nenhum ofício, ela rouba o que pode para ajudar seus familiares. O seu destino seria servir no exército em poucos meses, quando completasse dezoito anos. No entanto, sua vida começa a mudar quando ela é convocada para trabalhar no palácio. Lá, ela descobre diante de toda a nobreza, que, apesar de ter sangue vermelho, ela também tem poderes especiais. Esse fato improvável precisava ser ocultado, então, o rei decide transformá-la em uma nobre prateada de uma Casa que todos julgavam extinta.
“Sou especial. Sou um acidente. Uma mentira. E minha vida depende simplesmente de sustentar a ilusão”. (p. 119)
Uma das críticas feitas ao livro é que as referências feitas a outras histórias são muito claras, o que levou muitas pessoas a acusarem Victoria Aveyard de não ter sido muito original. De fato, fica muito claro os elementos que ela retira de livros como “Jogos Vorazes”, “Divergente” e a “Seleção”. Confesso que, em alguns momentos me lembrei até mesmo dos filmes da franquia X-Men. Nesse sentido, entendo as críticas que muitos fizeram, pois isso acabou sendo um aspecto negativo. Claro que é comum autores se inspirarem em outras séries e livros, mas Victoria faz isso de uma maneira pouco sutil, deixando muitas vezes aquela sensação de “já vi isso antes”.
No entanto, a história de A rainha vermelha ainda é interessante e, por incrível que pareça, surpreendente. Os elementos que compõem a base da trama são os mesmos de outras distopias já citadas (governo totalitário, grupo de rebeldes, mocinha corajosa que vive tentando proteger aqueles que ama, disputa por um príncipe, revolução, etc), mas o modo como ela usa esses recursos no desenvolvimento da história é que tornam o livro interessante. Mesmo com os elementos já conhecidos, é impossível prever o rumo que a trama irá tomar e o que vai acontecer com os personagens.
A protagonista é outro acerto de Victoria Aveyard. Logo no início do livro, o leitor conhece as fragilidades e defeitos de Mare, fugindo do estereótipo de heroína perfeita. Ela é impulsiva, teimosa, tem um pouco de inveja da irmã por não ter nenhuma habilidade que lhe permitisse conseguir um emprego e escapar do exército, às vezes, é um pouco egoísta, e, claro, vive tomando decisões erradas. Mas, apesar da raiva que senti em alguns momentos, acabei admirando esta personagem. Ela é inteligente, dona de uma personalidade forte, é corajosa e, principalmente, tem a nobreza de reconhecer seus erros e se esforçar para corrigi-los.
Também gostei muito do universo apresentado na história. Sim, eu sei que outras distopias já abordaram governos totalitários onde a elite controla e explora o povo. No entanto, gostei muito do fato de que a autora oferece uma visão mais completa desses dois grupos da sociedade, que permite ao leitor perceber nuances que vão além da simples dicotomia opressor x oprimido. Quando Mare passa a viver como uma nobre, começa a descobrir novos aspectos sobre os prateados, o modo de vida deles, as divisões existentes até dentro da elite e, principalmente, que nem todos eles são iguais.
“Eu costumava pensar que existia apenas uma divisão: prateados e vermelhos, ricos e pobres, reis e escravos. Contudo, há muito mais entre esses dois extremos, coisas que não entendo, e estou bem no meio delas”.
Com relação aos personagens, gostei muito do modo como eles foram construídos. Como o livro é narrado pela perspectiva da Mare, fica complicado para que o leitor possa conhece-los a fundo. No entanto, isso contribuiu muito para deixar a narrativa mais misteriosa. O leitor vai conhecendo os personagens aos poucos, junto com a protagonista; e, assim como ela, é surpreendido em diversos momentos por eles.
“Todo mundo pode trair todo mundo”.
Outro ponto positivo deste livro é que o romance não ocupa o centro da história. Ao longo da trama, vemos Mare dividida entre alguns personagens, incluindo os dois príncipes, mas isso não é uma questão tratada com destaque. A principal preocupação da protagonista é garantir sua sobrevivência dentro daquele mundo de intrigas e conspirações, e seus sentimentos pelos rapazes ficam totalmente em segundo plano. O que não significa que não haja romance; tem momentos em que acontece e o leitor tem várias possibilidades de casais para torcer. Mas a autora soube dosar muito bem essas partes da história, não permitindo que a trama girasse em torno do conflito amoroso.
Destaco ainda o ritmo e o modo como a trama foi construída, que, para mim, foi a maior virtude do livro. A partir do momento que Mare é chamada para trabalhar no palácio, a história ganha um ritmo intenso, que torna impossível largar o livro. As intrigas e conspirações contribuem muito para o envolvimento com a história, pois deixam o leitor sem saber em quem confiar e o que esperar de cada personagem, estimulando a curiosidade. Além disso, o final conta com uma das reviravoltas mais surpreendentes e bem construídas que já li. Me senti totalmente sem chão, quase como se a autora estivesse me chamando de trouxa. E adorei, claro!
De modo geral, entendo quem criticou A rainha vermelha, pois não se trata da mais original das distopias. No entanto, essa história me ganhou pelo mundo apresentado, pelo ritmo eletrizante e pelo carisma dos personagens. Além disso, a reviravolta impressionante e o final do livro me conquistaram de vez. Acredito que Victoria Aveyard criou uma boa base para ser desenvolvida nos próximos livros, e não vejo a hora de ler Espada de Vidro para descobrir o rumo que ela escolheu para esta série.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Dica da Malu: Fiquei com seu número

Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 462

Sabe aqueles livros que a gente fica um tempão namorando, mas nunca arruma tempo para ler? Pois é, Fiquei com seu número foi um desses livros para mim. Digo “foi”, porque, mês passado, eu finalmente consegui incluí-lo nas minhas leituras. (Veja todas as minhas leituras de julho aqui)
            Escrito pela autora britânica Sophie Kinsella (conhecida por diversas obras do gênero chick-lit, incluindo Delírios de Consumo de Becky Bloom), Fiquei com seu número foi publicado no Brasil pela Editora Record. A história acompanha Poppy Wyatt, uma jovem de 26 anos que está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos. O problema é que Poppy perdeu seu anel de noivado, uma joia de família valiosíssima, justamente no dia que vai encontrar seus sogros. Para completar, ela ainda tem seu celular roubado e não sabe como poderão entrar em contato com ela, caso alguém encontre a joia.
            Para sorte de Poppy, ela encontra um celular perdido no hotel em que estava e repassa o número para os funcionários, a fim de que eles a avisem se tiverem notícias. O plano seria perfeito, se o celular não fosse propriedade de Sam Roxton, um empresário que deseja reaver o aparelho imediatamente. Desesperada, Poppy propõe a ele repassar todos as mensagens que chegarem destinadas a ele, a fim de ficar com o celular até que tenha notícias do anel. Assim, com a troca constante de mensagem, eles começam a se envolver cada vez mais um na vida do outro.
            Só por essa breve descrição da história, já dá para perceber que Poppy se envolve em várias confusões ao longo do livro. E, posso garantir, são todas hilárias; tive dificuldade para segurar a risada em vários momentos. Além disso, por mais exageradas que fossem as situações, a autora conseguiu inseri-las na história de uma maneira natural, tornando tudo ainda mais engraçado.
      Eu confesso que em alguns momentos eu ficava com muita raiva da Poppy, principalmente quando ela bisbilhotava as mensagens particulares do Sam. No entanto, as intenções dela são boas e seu jeito atrapalhado acabaram conquistando minha simpatia. Além disso, um mérito da protagonista é que, quando toma atitudes erradas, Poppy reconhece e se esforça para corrigi-las.
"Mas a gente não percebe, não é? O momento surge, a gente comete o erro terrível e ele acaba, e a chance de fazer qualquer coisa já era."
            Por outro lado, o Sam é um homem mais certinho e prático do que Poppy, o que faz com que a interação dos dois, que possuem personalidades tão conflitantes, produza momentos divertidíssimos. Ao longo do livro, a autora apresenta mais da personalidade de Sam, o que torna o personagem cada vez mais interessante.

           Este foi o primeiro livro da Sophi Kinsella que eu li, mas, com certeza, quero conhecer outros trabalhos da autora. Apesar das situações absurdas vividas pela protagonista, é impossível não se envolver com a história e dar muitas risadas durante a leitura. É uma trama simples e leve, cheia de confusões, romance e surpresas, que promete proporcionar muitos momentos de diversão ao leitor. 
          

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Olimpíadas 2016 Book Tag

Inspirada pelo clima dos Jogos Olímpicos que estão ocorrendo no Brasil esse ano, resolvi responder a uma tag especial. As perguntas eu vi no blog Um oceano de histórias (aqui).
No total, são 11 perguntas (ou, no caso, modalidades) e eu me esforcei para responder apenas um livro em cada. Mas, tiveram algumas que eu tive que trapacear e responder dois, porque não dava para escolher.

Cerimônia de Abertura – Um dos primeiros livros que você leu.
    Já preciso começar trapaceando, pois não consigo lembrar direito qual eu li primeiro. Mas, os dois livros que mais me marcaram quando eu era criança foram Pollyanna, de Eleanor H. Porter, e A droga da obediência, do Pedro Bandeira.


País sede (Brasil) – Seu livro nacional favorito.
    Já li muitos livros nacionais excelentes, mas acho que quem me conhece sabe que tenho um xodó especial pela série Fazendo meu filme, da Paula Pimenta. Então, meu livro nacional favorito com certeza é o último volume desta série linda, Fazendo meu filme 4: Fani em busca do final feliz.
Seleção masculina – Seu personagem masculino favorito.
   Sempre acho difícil esse tipo de pergunta, por existirem vários personagens que eu gosto por motivos diferentes. Mas escolhi um pelo qual eu tenho muito carinho e admiração: o Prof. Lupin, de Harry Potter. É um personagem com uma história de vida complicada, que sofreu muito com o preconceito, mas que não perdeu a bondade e a capacidade de enxergar o melhor das pessoas.

Seleção feminina – Sua personagem feminina favorita.
   Tem tantas personagens femininas que eu admiro, que é muito difícil escolher apenas uma. Então, vão ser duas respostas de novo. A primeira é a Hermione Granger, da série Harry Potter. Acho que nem preciso explicar muito o motivo né? Corajosa, inteligente e leal, Hermione conquista a nossa admiração a cada livro. A outra personagem escolhida é Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito. Admiro o humor, a força e a personalidade dela e o modo como ela se mantém firme aos seus princípios, sem se deixar inferiorizar por sua posição social.

Delegação estrangeira – Seu livro favorito de literatura estrangeira.
   Outra categoria que tive muita dificuldade de responder, mas consegui escolher um pelo qual tenho um carinho especial: Persuasão, da Jane Austen. Já fiz resenha sobre ele aqui, onde comentei em detalhes os motivos que fazem deste um dos meus livros preferidos da vida. Mas, em resumo, é uma história de amor linda, na qual os personagens têm que superar muitas mágoas e arrependimentos, além de outras adversidades. Além disso, é um excelente retrato da sociedade inglesa do século XIX.

Maratona – Um livro que você só leu por causa de um desafio ou de uma maratona.
    Aqui, com certeza, a resposta é A máquina do tempo, de H. G. Wells. Confesso que não conhecia este livro até pesquisar livros sobre viagem no tempo para cumprir o desafio de uma maratona literária.
Medalha de Ouro – Um livro que foi excepcional.
    Já li alguns livros que considero excepcionais, mas o primeiro que me veio à cabeça para esta pergunta foi A menina que roubava livros. Tenho até dificuldade em dizer o quanto esta história me emocionou e mexeu comigo. É um livro lindo, escrito com muita sensibilidade e que traz reflexões muito bonitas.



Medalha de Prata – Um livro que foi quase excepcional.
     Para essa categoria, tem um novo empate duplo. Tentei muito, mas não consegui deixar nenhum desses dois de fora. O primeiro foi The kiss of deception, um livro que me encantou em vários aspectos: o universo apresentando, a complexidade dos personagens, a força das mulheres apresentadas na história e, principalmente, o questionamento de estereótipos. Mas, preciso incluir outro livro aqui também: Uma chama entre as cinzas, da Sabaa Tahir. Esse livro mexeu comigo de um jeito que eu não esperava. A brutalidade do universo retratado e a sensibilidade como a autora construiu os personagens, especialmente os dois protagonistas, me deixaram completamente impactada por esta história.

Medalha de Bronze – Um livro que não foi excepcional, mas que merece ser lembrado.
     Para a medalha de bronze, escolhi Dama da meia-noite, da Cassandra Clare. Quem já leu a resenha que fiz sobre ele sabe o tanto que gostei desse livro. Fiquei completamente envolvida com a história e os personagens, foi o livro da Cassandra Clare que mais gostei e não vejo a hora de ler a continuação, pois o final deste livro me deixou completamente devastada e com uma ressaca literária que durou dias. Preciso saber o que vai acontecer com esses personagens, simplesmente preciso!!
Esse livro pode não ser tão excepcional quanto os que mencionei para medalha de ouro e de prata, mas é uma leitura excelente e, com certeza, merece ser lembrado.

Tocha olímpica – Um livro que fez os seus olhos arderem por ficar horas lendo.
   Aqui também poderia mencionar vários livros, porque, quando a história me prende, eu tenho muita dificuldade de parar de ler. Mas um dos que mais me marcaram foi Harry Potter e as Relíquias da Morte. Eu praticamente só largava esse livro na hora das refeições ou quando precisava ir dormir um pouco.


Cerimônia de encerramento – O que você está lendo no momento.
    E, de novo, vai ter que ser dois livros em uma resposta. Atualmente estou intercalando duas leituras: O vermelho e o negro, de Stendhal, e A rainha vermelha, da Victoria Aveyard. São dois livros completamente diferentes, mas que estão me conquistando, cada um à sua maneira.






            Essas foram as minhas respostas para esta tag olímpica. Gostaram? Quem quiser responder também, deixem aí nos comentários que eu vou adorar saber quais livros vocês escolheram.

domingo, 14 de agosto de 2016

[Especial] Cinco pais marcantes da literatura


Hoje é Dia dos Pais e não poderia deixar a data passar em branco no blog. Na literatura, podemos encontrar vários exemplos de pais que, de algum forma, desempenharam um papel marcante. Assim, fiz uma lista com os meus cinco preferidos.

1 – Arthur Weasley, da série Harry Potter.
        Claro que essa lista não poderia começar com outro personagem que não Arthur Weasley. Para mim, ele é um dos personagens mais marcantes da série e isso deve muito à relação dele com a esposa e os filhos. É um homem simples, mas totalmente dedicado à família. Trabalha duro para sustentar os sete filhos e, apesar das dificuldades financeiras, nunca deixou faltar o principal: amor.
           Além disso, o sr. Weasley é um homem divertido e carismático. Às vezes, ele não é tão rigoroso com os filhos quanto deveria ser (por exemplo, quando eles saem viajando em carros voadores sem autorização), mas sempre tentou passar bons valores aos filhos e cria-los da melhor maneira possível.

2 – Sr. Bennet, de Orgulho e Preconceito.
        Para mim, o sr. Bennet é o personagem mais interessante deste livro, dono de um senso de humor refinado e irônico. A princípio, ele não é um pai muito dedicado, se mostrando um pouco relapso em relação ao comportamento das filhas. No entanto, apesar de seu jeito despreocupado, no fundo, ele se importa com o bem-estar delas e com seu futuro. Em especial, são evidentes o carinho e a admiração que sente por Elizabeth.

3 – Hans Hubermann, de A menina que roubava livros.
        Uma das relações mais bonitas na literatura, para mim, é a que se forma entre Hans e Liesel. Apesar de não ser o pai biológico da menina, a partir do momento em que ela entra em sua vida, Hans a trata como a uma filha.
Ele é um homem simples, que luta com dificuldade para sustentar a família, mas faz o possível para fazer Liesel feliz. Mesmo não sabendo ler e escrever muito bem, Hans se esforça para ensinar a menina até que ela já estivesse lendo melhor que ele. Além disso, com seu jeito carinhoso, ele acaba se tornando um porto-seguro para ela, ajudando-a na adaptação na nova vida e a superar os medos e as tristezas da sua vida.

4 – Remo Lupin, da série Harry Potter.
         Sei que pode parecer estranho para alguns, pois a relação de Remo como pai não foi muito explorada na história. No entanto, para mim, ele já demonstrava um lado paternal muito antes de se tornar pai, de fato. Enquanto foi professor, Remo tratava seus alunos quase como filhos, acreditando no potencial deles mais do que eles mesmos, incentivando-os e orientando-os sempre que necessário. Em especial, sempre achei muito bonita a relação dele com Harry.
           Além disso, mesmo que a relação dele com o filho não seja muito longa, é impossível negar o quanto ele o amou e desejou ser um bom pai para ele. Tudo que Remo desejava era garantir um bom futuro para o filho e que o menino pudesse se orgulhar dele.

5 – Maxon, da série A Seleção.
         Um dos aspectos que mais gostei em A herdeira e A coroa é ver o pai que Maxon se tornou. Sei que muitas pessoas não gostam destes dois livros, mas gostei muito de ver a relação de Maxon com os filhos. Carinhoso, justo e firme nos momentos necessários, ele fez o possível para ser um pai melhor do que o que ele teve.
         Como já era de se esperar, considerando os primeiros livros da série, Maxon se tornou um excelente pai. Mesmo com todas as responsabilidades que carrega, ele age mais como pai do que como rei. Assim, é muito bonito ver o modo como ele apoia os filhos em suas decisões, se preocupando, acima de tudo, com a felicidade deles.

          Dentre tantos pais na literatura, esses foram os que mais me marcaram e, por isso, meus escolhidos para homenagear a data. Então, parabéns para os pais da vida real, sejam eles biológicos ou do coração!

       E, para vocês, quais são os pais mais marcantes da literatura? Deixem aí nos comentários.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Dica da Malu: Procura-se um marido

Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 476

Uma das leituras que mais me surpreenderam mês passado foi o livro Procura-se um marido, da escritora brasileira Carina Rissi. Da autora, eu já tinha lido os dois primeiros volumes da série Perdida, dos quais gostei muito (especialmente do segundo). No entanto, não tinha uma expectativa muito alta para este livro. Para minha surpresa, eu me diverti muito durante a leitura, amei os personagens e o modo como a história envolve o leitor.
Procura-se um marido vai acompanhar a história da Alicia, uma menina mimada e bastante inconsequente, que sabe aproveitar a vida e o patrimônio de sua família. Ela vive com o avô, a quem adora e que é empresário importante e dono de uma fortuna incalculável. Quando ele morre inesperadamente, Alícia vê sua vida desmoronar: além de perder a pessoa que mais amava e que era sua única família, ela descobre que, de acordo com o testamento do avô, ela só teria direito aos bens da família quando tivesse um ano de casada; até lá, Alícia teria que trabalhar na empresa em um cargo pequeno, enquanto tudo é administrado pelo advogado de seu avô.
Inconformada, Alícia resolve não aceitar as orientações do testamento do avô. Como não tem nenhuma vontade de se casar, ela aceita o cargo destinado a ela na empresa, assistente de secretária, e começa a organizar um plano para burlar o testamento. Assim, surge a ideia de conseguir um marido de aluguel, disposto a manter um casamento de fachada. O problema é que, entre todos os candidatos que aparecem, um deles consegue realmente disparar o coração dela.
O primeiro aspecto que preciso destacar nesse livro é a própria Alícia. Apesar de mimada e imprudente, ela é uma protagonista muito divertida e carismática. É muito engraçado acompanhar a jornada dela ao longo do livro, tendo que se adaptar a uma vida sem o conforto e o luxo à que estava acostumada, aprendendo a se virar e a dar valor nas coisas que realmente importam. Além disso, adoro a personalidade forte dela e o fato de se esforçar para mostrar que é perfeitamente capaz de conduzir a própria vida e a empresa sem precisar da orientação de um marido.
Achei muito positivo, também, a relação da Alícia com o avô. Mesmo com a morte dele bem no começo da história, o relacionamento dos dois e a importância que ele tinha para ela continuam sendo explorados. Achei muito bonito o modo como, nos momentos de dificuldade e de alegria, Alícia sempre se lembra do avô, pedindo sua orientação e aprovação, ou simplesmente desejando compartilhar suas conquistas.
O romance foi outro aspecto interessante. Como o livro é narrado pela visão da Alícia, vamos conhecendo Max através dos olhos dela. No entanto, isso não prejudicou a construção do personagem. Muito certinho e um pouco grosso, no início, Max acaba se mostrando um homem íntegro, justo, esforçado e generoso. Além disso, o modo como a relação entre ele e a Alícia é construída é muito divertida; os dois têm personalidade muito forte, o que causa muitos conflitos, no começo. Mas é interessante ver como eles aprendem a se respeitar e a lidar com as diferenças, o que faz com que aprendam muito um com o outro.

Procura-se um marido foi o terceiro livro que li da Carina Rissi, mas, apesar de ter gostado muito de Perdida e Encontrada, este foi o meu preferido. A autora conseguiu construir uma história muito leve, que conquista pelo carisma dos personagens e pela evolução pela qual eles passam ao longo da trama. Achei que Carina conseguiu desenvolver muito bem a relação entre os personagens e trazer ingredientes novos para uma história que, à primeira vista, poderia soar batida. Gostei muito e recomendo para quem procura um bom romance e uma leitura fluida e divertida.